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Manaus enfrenta mais um dia sem qualidade do ar boa

Os indicadores apresentados na capital variam entre moderado, ruim e muito ruim segundo sistema Selva

Foto: Bruno Kelly

Nenhum bairro de Manaus registra qualidade do ar considerada “boa” nesta quinta-feira (29/10), conforme monitoramento atmosférico do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva). Os indicadores apresentados na capital variam entre moderado, ruim e muito ruim em um cenário de sucessivos episódios de poluição provocados pela fumaça de queimadas no Amazonas.

Conforme o monitoramento, o bairro Cidade Nova apresenta qualidade do ar "muito ruim", com concentração de 111.9 MP2.5, material particulado fino. Já localidades como Morro da Liberdade, Coroado, Distrito Industrial e imediações do Puraquequara têm o ar "ruim".

Já os bairros Tarumã, Parque 10, Aleixo, Cachoeirinha, Aparecida e Armando Mendes estão com o ar "moderado".

A presença de PM2,5 em concentrações elevadas preocupa principalmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares. A exposição à fumaça pode agravar sintomas e aumentar o risco de complicações respiratórias.

Há semanas, a capital enfrenta problemas relacionados à qualidade do ar, com a presença de fumaça que chega a áreas urbanas a partir de incêndios florestais no interior. 

Suspensão de atividades no interior

Enquanto Manaus registra índices preocupantes, a situação nos municípios do interior também exige atenção, especialmente nas localidades próximas às áreas onde ocorrem queimadas.

Na quarta-feira (28), a Comissão de Qualidade do Ar da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) recomendou a suspensão de atividades presenciais em Itacoatiara e Parintins. As orientações constam nas notas técnicas 61 e 62, divulgadas pela plataforma Qualiar, diante dos níveis de poluição registrados nos dois municípios.

Em Parintins, a concentração de material particulado fino no ar chegou a 146 às 8h30 de quarta-feira, índice classificado como “péssimo”. No mesmo horário, Itacoatiara registrou índice de 87, considerado “muito ruim”.

Para Manaus, a orientação da comissão foi restringir atividades ao ar livre diante da qualidade do ar classificada na faixa “ruim”. A exposição à fumaça e às partículas presentes na atmosfera pode representar riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

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