Manaus registra níveis de qualidade do ar classificados como ruins e péssimos neste sábado (10), segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O mapa de monitoramento mostra concentrações elevadas de partículas finas (PM2,5) em diferentes zonas da capital amazonense.
As medições exibidas pelo aplicativo variam de 41,2 a 166,9 µg/m³ entre os pontos monitorados. O maior valor aparece na região do Coroado, na Zona Leste, com 166,9 µg/m³, seguido por medições de 156,4 µg/m³ na área do Morro da Liberdade e 153,4 µg/m³ nas proximidades de Cachoeirinha, ambas na Zona Sul.
Outros pontos também apresentam concentrações elevadas, como a região do Distrito Industrial, com registros de 150,1 µg/m³ e 130,4 µg/m³, e a área de Compensa, na Zona Oeste, com 124,1 µg/m³. Na região central, o mapa indica 121 µg/m³.
Na faixa considerada péssima pela escala apresentada no aplicativo, os níveis ultrapassam 125 µg/m³. Já as medições entre 75 e 125 µg/m³ aparecem na categoria muito ruim. Os registros indicam que a poluição atmosférica atinge diferentes áreas da cidade, embora a intensidade varie entre as estações.

Problema recorrente
Monitoramento feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) indica que a qualidade do ar vem atingindo níveis extremos de poluição no estado nos últimos dias. Os dados são disponibilizados na plataforma Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental).
Desde quarta-feira (7), o ar tem atingido, com frequência diária, concentrações acima de 100 (µg/m³) de material particulado fino. O pico até agora foi registrado às 2h da madrugada desta sexta: 344,5 µg/m³.
Na escala oficial do Índice de Qualidade do Ar (IQAr), usada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), a poluição por material particulado fino é dividida em cinco níveis principais:
- Entre 0 e 15 µg/m³: boa
- Entre 15 e 50µg/m³: moderada
- Entre 50 e 75µg/m³: ruim
- Entre 75 e 125µg/m³: muito ruim
- Entre 125 e 300µg/m³: péssima