O fim da escala 6x1 sem redução salarial é a principal bandeira que será defendida no ato marcado para o Dia do Trabalhador, em Manaus. Centrais sindicais, associações, partidos políticos, movimentos sociais convocam a população para ir às ruas, nesta sexta-feira (1º/5), a partir das 8h30, na Praça da Matriz, no Centro.
A atual jornada, em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um, retira do profissional o tempo para lazer, descanso e outras atividades. Por isso, as entidades que participarão da manifestação têm como bandeira de luta a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. A pauta está inserida no contexto das propostas que buscam ampliar o descanso semanal e tramitam no Congresso Nacional.
“Vamos derrubar essa escala escravocrata e exigir uma jornada de trabalho que nos permita viver, e não apenas sobreviver. A nossa luta é pela vida. Queremos dignidade. É hora de ocupar as ruas, fazer nossa voz ser ouvida e pressionar pelo fim da escala 6 x1 sem redução salarial”, diz trecho da convocação.
Para a presidente da Seção Sindical, Ana Lúcia Gomes, 1º de maio é um dia simbólico de luta e resistência. E, mais uma vez, de mobilização nas ruas.
“Há uma pauta urgente a ser defendida: a da vida além do trabalho. Por isso, precisamos nos manter mobilizados e gritar em alto e bom som que somos contra a escala 6×1 e que a redução da jornada sem redução salarial é uma necessidade para a maioria dos brasileiros e brasileiras”, afirmou.
Além do fim da escala 6x1, a ADUA também tomará as ruas em defesa da educação pública e de qualidade, a favor de mais financiamento para a educação pública, contra a violência de gênero e o assédio no mundo do trabalho.
Além da ADUA, estão entre as entidades que irão integrar o ato Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal/AM), Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro/AM), Sindicato dos Enfermeiros do Amazonas (Sinproenf/AM), Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe Manaus), Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Sindicato dos Trabalhadores em Psicologia do Amazonas (Sintrapsi/AM), Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), PT, PSOL, PSTU, Pastoral Operária, União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Coletivo Articulação Popular, Coletivo As Amazonas, Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena (Foreeia), União Brasileira de Mulheres (UBM), União Estadual dos Estudantes (UEE), União dos Estudantes Secundaristas do Estado do Amazonas (UESA), Rebeldia, Associação de Mulheres na Amazônia (AMA), entre outros.
Propostas
Atualmente, várias propostas pelo fim da escala 6x1 estão em tramitação no Congresso Nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, enviou para a Casa Legislativa um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.