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MPAM recorre para revogar prisão domiciliar de presa envolvida na morte de investigador

Mayara Silva da Silva foi presa em flagrante pela apreensão de quase uma tonelada de entorpecentes, coletes balísticos, arma e munição

Mayara Silva da Silva foi presa, na noite desta sexta-feira, em um condomínio no bairro Tarumã - Fotos: Reprodução

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) ingressou com ação cautelar para reverter a decisão que substituiu a prisão preventiva por domiciliar — com monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares — de Mayara Silva da Silva, que foi presa em flagrante pela apreensão de quase uma tonelada de entorpecentes, coletes balísticos, arma e munição, na sexta-feira (24/07).

De acordo com o órgão, durante a operação, houve uma interceptação de entrega de drogas entre veículos nos bairros Alvorada e Ponta Negra, fato que culminou na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. A medida foi adotada após audiência de custódia realizada neste sábado (25/07), no processo nº 0219930-34.2026.8.04.1000.

Na ação, a Promotoria sustenta que o caso é excepcional e não se enquadra na regra geral de substituição da prisão preventiva por domiciliar devido a razões pessoais.

De acordo com o MP, a própria situação descrita nos autos revela “profunda inserção em organização criminosa de alta periculosidade”, além da apreensão de 829 tabletes de maconha, com peso total de 862,6 quilos, e 10 tabletes de cocaína, somando 11,2 quilos, além de máquina de contar cédulas, seladora a vácuo, colete balístico e munições de calibre restrito.

A decisão da audiência de custódia homologou o flagrante e converteu a prisão dos três autuados em preventiva, mas fez uma exceção no caso da mulher envolvida, por se tratar de gestante, substituindo a custódia por prisão domiciliar com cautelares, entre elas monitoramento eletrônico por 90 dias, proibição de contato com os demais investigados e recolhimento domiciliar noturno.

Na cautelar apresentada ao Tribunal de Justiça (TJAM), o MPAM afirma que a recorrida “não é uma traficante eventual ou de varejo” e que a manutenção da prisão domiciliar, ainda que monitorada, seria insuficiente para resguardar a ordem pública diante da estrutura criminosa apontada nas investigações. O órgão pede liminar para atribuir efeito suspensivo ao recurso e determinar a imediata expedição de mandado de prisão preventiva.

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