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Pesquisa revela alta concentração no mercado brasileiro de bet

Estudo da H2 Gambling Capital mostra domínio do mercado pelas principais operadoras de bet; mercado regulamentado faturou R$ 38 bilhões em 2025.

Mercado regulamentado de bet faturou R$ 38 bilhões em 2025 - Foto: Divulgação

Uma nova pesquisa da consultoria H2 Gambling Capital revelou que o mercado brasileiro de bets e jogos online apresenta uma concentração elevada entre poucos operadores, acompanhada de um crescimento acelerado na base de apostadores e na arrecadação das empresas licenciadas.

Segundo o estudo, apenas duas operadoras concentram cerca de 40% do mercado regulado, enquanto as dez maiores reúnem 70% do volume total de apostas. Outras 170 empresas disputam os 30% restantes, o que reforça o domínio de grandes marcas internacionais no cenário nacional.

A pesquisa foi apresentada durante a ICE Barcelona, um dos principais eventos globais do setor, e destaca que o mercado brasileiro de apostas e jogos online licenciados movimenta aproximadamente R$ 38 bilhões por ano.

O levantamento combinou entrevistas com 3.500 apostadores brasileiros, dados de transações via PIX e métricas de tráfego na internet. Os achados permitem estimar que cerca de 30% das operações ainda ocorrem em sites não regulamentados, o equivalente a R$ 15 bilhões em Gross Gaming Revenue (GGR) anual.

De acordo com o relatório, o perfil médio do apostador brasileiro é composto majoritariamente por homens entre 25 e 40 anos, com destaque para a faixa de 31 a 40 anos, que representa quase 29% do total. O público feminino corresponde a 31,7% dos usuários registrados, sinalizando um avanço na diversidade do setor.

A pesquisa também identificou que 77% dos apostadores preferem utilizar plataformas licenciadas, citando segurança, confiabilidade e suporte técnico como principais motivos. Por outro lado, apenas 3% afirmaram escolher deliberadamente operadoras não regulamentadas, enquanto 20% disseram não se importar com o status de licença.

Um dado preocupante é que 30% dos entrevistados não sabem como verificar se uma bet é licenciada, o que demonstra a necessidade de educação e transparência no mercado digital de apostas.

Popularidade de esportes em plataforma de bet

De acordo com dados de uma bet, o futebol é o líder absoluto entre os esportes, respondendo por 86% das apostas e reunindo mais de 74% dos usuários ativos na plataforma. Em seguida, aparecem tênis (6%) e basquete (3%), consolidando-se como as modalidades mais acompanhadas na casa de apostas KTO.

Nos jogos de cassino online da mesma bet, os slots dominam a preferência, representando mais de 93% das rodadas jogadas, com títulos como Touro Sortudo, Fortune Tiger e Fortune Rabbit entre os mais populares. Os crash games, como Aviator, aparecem em segundo lugar, seguidos de modalidades de roleta e bingo online.

Governo definiu regras

Em 2024, o governo federal consolidou as regras para o mercado de apostas, com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) definindo critérios de licenciamento e combate às plataformas ilegais. A nova regulamentação passou a exigir que os sites licenciados operem sob o domínio “.bet.br” e sejam certificados por entidades credenciadas pelo governo.

Além das apostas esportivas, o governo também liberou jogos de cassino online, como o popular “jogo do tigrinho” (Fortune Tiger), dentro das normas de certificação. Cada plataforma passou a ser auditada quanto à transparência dos algoritmos, a fim de impedir manipulações e proteger os consumidores.

As novas regras ainda impuseram restrições à publicidade, proibindo a participação de influenciadores ou figuras públicas que possam associar as bets a ganhos financeiros. As medidas integram a política de regulação do setor, que busca equilibrar arrecadação, segurança do consumidor e combate à lavagem de dinheiro.

Arrecadação e mercado ilegal

O primeiro ano de mercado regulado consolidou a presença do Estado na fiscalização do setor. Em 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 9,95 bilhões em tributos provenientes das bets licenciadas, além de R$ 2,5 bilhões em outorgas de autorização e R$ 95 milhões em taxas de fiscalização.

Segundo a SPA, 25 mil sites ilegais foram bloqueados em parceria com a Anatel, e mais de 217 mil brasileiros solicitaram autoexclusão voluntária das plataformas de apostas. O mecanismo permite ao apostador se afastar temporariamente do ambiente de jogos.

Apesar do avanço da regulação, o mercado clandestino segue relevante. De acordo com o Painel das Bets, divulgado pelo portal Aposta Legal, o mercado ilegal arrecadou R$ 14 bilhões em 2025, o que equivale a quase metade da movimentação do setor formal. O levantamento também apontou um aumento de 150% no número de casas de apostas irregulares no país durante o mesmo período.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) estima que cerca de 51% das apostas online ainda operem fora da regulamentação, o que representa um desafio contínuo para 2026. A SPA reforçou que a fiscalização e bloqueio de bets não autorizadas continuarão como prioridade, em parceria com o Banco Central e o Conar, para impedir transações financeiras irregulares e publicidade indevida.

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