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PF e PM farão patrulha em sítio arqueológico Ponta das Lajes

Devido à estiagem, figuras rupestres apareceram no local. O Iphan procurou os órgãos competentes para evitar possíveis danos aos bens arqueológicos

O nível do Negro chegou a 12,70 metros, nesta quinta-feira (26)

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informa que vem realizando fiscalizações regularmente na área do sítio arqueológico Ponta das Lajes, com apoio do Instituto Soka Amazônia, em Manaus (AM). O Iphan procurou os órgãos competentes para evitar possíveis danos aos bens arqueológicos, especialmente a Polícia Federal, o Batalhão de Polícia Ambiental e a Secretaria Municipal de Segurança Pública. Esta, por sua vez, deverá realizar patrulhas de modo a impedir qualquer dano ao Patrimônio Cultural brasileiro.

As gravuras milenares representando rostos, animais e elementos da natureza amazônica incrustadas na superfície do pedral e nas rochas submersas do sítio arqueológico Ponta das Lajes apareceram conforme a água do rio Negro foi baixando, devido à estiagem. Muitos destes petróglifos eram até então desconhecidos por esta geração. O nível do Negro chegou a 12,70 metros, nesta quinta-feira (26).

A medida tomada pelo Iphan ocorre após o aumento do número de visitantes e curiosos no sítio arqueológico. Na última terça-feira (24), um grupo foi até o local, e um dos integrantes aplicou uma tinta de pigmentação natural em uma das gravuras que possui aproximadamente 2 mil anos. O grupo divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando a ação, que rapidamente se espalhou e gerou críticas de especialistas, artistas e lideranças indígenas. A ação não havia sido autorizada pelo Iphan.

Providências

De acordo com o Iphan, outras providências estão sendo organizadas em um Plano Emergencial devido à estiagem, incluindo a instalação de um grupo de trabalho para gestão compartilhada do sítio, envolvendo diversos órgãos.

O Instituto destaca que  todos os bens arqueológicos pertencem à União, sendo que a legislação veda qualquer tipo de aproveitamento econômico de artefatos arqueológicos, assim como sua destruição e mutilação. Além disso, para realização de pesquisas de campo e escavações, é preciso o envio prévio de projeto arqueológico ao Iphan, que avaliará e, só então, editará portaria de autorização. Assim, qualquer pesquisa interventiva realizada sem autorização do Iphan é ilegal e passível de punição nos temos da lei.

Atualmente, está em execução um Plano de Ação cujo objetivo é pesquisar e cadastrar sítios arqueológicos no estado do Amazonas. Com isso, pretende-se produzir conhecimento sobre o Patrimônio Arqueológico da região amazônica, promovendo, ao mesmo tempo, ações educativas que, também, são uma forma de prevenir futuros prejuízos a esses bens.

Polêmica

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Pintura no material histórico gerou polêmica nas redes sociais
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A pigmentação natural é feita com argila
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