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PF investiga grupo por possível falsificação de documentos públicos

A operação cumpriu uma mandado de prisão preventiva contra um suspeito em Tabatinga

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), a segunda fase da Operação Papel Fantasma, destinada a aprofundar as investigações sobre a possível atuação de organização criminosa voltada à produção, intermediação e comercialização de documentos públicos falsos. Operação foi realizada em Tabatinga (a 1,1 mil quilômetros de Manaus).

Nesta etapa, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça Federal no Amazonas, contra um investigado suspeito de participar diretamente da operacionalização do esquema.

A nova fase decorre da análise de materiais apreendidos durante as diligências anteriores. Os elementos obtidos indicaram, em tese, que o investigado atuava na intermediação de interessados, obtenção, retirada e entrega de documentos, negociação e divisão de valores, além da adoção de medidas destinadas a ocultar documentos e eliminar registros relacionados às atividades investigadas.

A investigação aponta que o grupo utilizava linguagem codificada, intermediários e estratégias destinadas a dificultar a identificação dos envolvidos e a fiscalização dos procedimentos documentais. Há indícios de que certidões de nascimento com informações falsas eram produzidas mediante pagamento e posteriormente utilizadas para obtenção irregular de registros civis brasileiros.

A primeira fase da operação foi deflagrada em outubro deste ano e resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. A análise dos aparelhos eletrônicos e documentos arrecadados permitiu o avanço das investigações e a identificação de novos elementos sobre a estrutura e a divisão de tarefas do grupo.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa, sem prejuízo de outras infrações eventualmente identificadas no decorrer das investigações.

As apurações prosseguem para identificar outros possíveis participantes, beneficiários e intermediários, bem como dimensionar a quantidade de documentos produzidos ou utilizados fraudulentamente.

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