O píer provisório flutuante do Grupo Chibatão será levado nesta quinta-feira (17) para Itacoatiara, no interior do Amazonas, como parte da estratégia para manter o fluxo de cargas durante o período de estiagem. A estrutura já foi concluída e recebeu autorizações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Marinha do Brasil, Receita Federal e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM).
A saída está prevista para as 8h, no Porto Chibatão, em Manaus. Depois de ser deslocada para Itacoatiara e instalada em local estratégico, a estrutura poderá ser utilizada para operações de transbordo e baldeação de cargas caso a redução do nível dos rios dificulte a navegação até Manaus.
A medida retoma uma solução utilizada durante a estiagem de 2024, quando a queda acentuada dos rios impôs restrições à navegação e dificultou o transporte de mercadorias para a capital amazonense. Na ocasião, o píer provisório ajudou a manter a movimentação de cargas e a reduzir os impactos sobre o Polo Industrial de Manaus, o comércio e o abastecimento.
A preocupação se repete neste ano porque a vazante dos rios pode limitar a circulação de embarcações de grande porte em determinados trechos. A instalação de uma estrutura em Itacoatiara cria uma alternativa para a transferência das cargas e pode reduzir os efeitos das restrições sobre a cadeia logística.
Segundo o Grupo Chibatão, todas as autorizações necessárias para a operação já foram concluídas. Com a estrutura pronta, a próxima etapa é o deslocamento e o posicionamento do píer no município.
O píer será utilizado conforme as condições de navegabilidade e a necessidade das operações durante a estiagem. A estrutura poderá atender ao transporte de cargas destinadas a Manaus, com reflexos sobre setores como indústria, comércio e abastecimento.