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Plano Municipal de Ação Climática de Manaus será enviado para CMM

O documento foi aprovado durante reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento à Mudança do Clima

Foto: Divulgação

O Plano de Ação Climática da Cidade de Manaus, instrumento que organiza pela primeira vez ações estruturadas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, foi aprovado, na terça-feira (10/2), durante reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento à Mudança do Clima, realizada na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). Após a aprovação pelo colegiado, o documento seguirá, nos próximos dias, como minuta de lei para apreciação da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Elaborado ao longo de 2025, o Plano de Ação Climática da Cidade de  Manaus consolida diagnósticos técnicos inéditos, como o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e o Levantamento de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas, que orientam ações de curto, médio e longo prazos voltadas à proteção da população, da floresta, dos rios e da infraestrutura urbana. Após passar por consulta pública em novembro, o documento foi aprovado pelo colegiado técnico e segue, em breve, para apreciação do Legislativo municipal.

Para o prefeito David Almeida, a entrega do plano posiciona Manaus em um novo patamar de responsabilidade ambiental e governança pública. “Manaus assume o seu papel histórico na agenda climática. Estamos falando de uma cidade que está no centro da maior floresta tropical do mundo e que decidiu planejar o seu futuro com base em ciência, dados e participação social. O Plano de Ação Climática não é discurso, é instrumento de gestão, com metas, prazos e integração entre secretarias. É assim que se protege a vida das pessoas hoje e das próximas gerações”, afirmou o prefeito.

A construção do plano foi conduzida com prioridade absoluta à transparência e à participação social. Ao longo de 2025, foram realizadas oficinas com representantes da sociedade civil, visitas técnicas a áreas de risco, como regiões sujeitas a alagamentos e deslizamentos, além de reuniões técnicas e levantamentos de dados. O processo foi acompanhado e validado pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à Mudança do Clima, composto por 21 secretarias municipais e coordenado pela Semmas, com apoio técnico da empresa I Care Brasil.

Segundo o coordenador de Projetos Climáticos da I Care Brasil, Victor Gonçalves, a aprovação do plano representa um marco estratégico para o futuro da capital amazonense. “A conclusão do Plano de Ação Climática de Manaus estabelece uma base sólida para políticas públicas integradas de mitigação e adaptação. Os diagnósticos técnicos, como o Inventário de Emissões de GEE e a Avaliação de Risco Climático, orientam a definição de prioridades e fortalecem a capacidade da cidade de se preparar para eventos climáticos extremos, protegendo pessoas e infraestrutura”, destacou.

Plano
O plano reúne diagnósticos, metas e ações voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação frente aos impactos das mudanças climáticas, como cheias, estiagens, ondas de calor e deslizamentos.

Representando a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) no comitê, Jocilene Galúcio ressaltou a importância da continuidade do trabalho intersetorial para garantir a efetividade do plano. “A manutenção do comitê e o monitoramento permanente das ações são fundamentais para assegurar que cada secretaria cumpra suas responsabilidades e que o plano seja acompanhado, avaliado e ajustado sempre que necessário”, afirmou.

O Plano de Ação Climática de Manaus contempla mais de 150 ações distribuídas em seis eixos estratégicos: Eco Manaus Eficiente, Governança Climática, Manaus + Limpa, Manaus + Verde, Movimenta Manaus e Ordena Manaus. Cada ação possui metas específicas, prazos definidos, indicadores de monitoramento e alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A próxima etapa será a publicação do instrumento legal pela Prefeitura de Manaus, que permitirá a execução formal do plano e o acompanhamento contínuo dos resultados, consolidando a capital amazonense como referência nacional em planejamento climático urbano.

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