A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou nesta sexta-feira (9/1) que concluiu as investigações sobre o desaparecimento do jovem Roberto Farias Tomáz, de 19 anos, que ficou cinco dias perdido no Pico Paraná após um passeio de trilha.
De acordo com a corporação, a apuração incluiu análise de dados e informações extraídas de aparelhos eletrônicos de pessoas envolvidas no caso. Com base nesse material, os investigadores concluíram que não houve infração penal e descartaram, inclusive, a hipótese de crime de omissão de socorro.
Segundo o delegado Glaison Lima Rodrigues, da Delegacia de Campina Grande do Sul, a investigação apontou que Roberto passou mal durante a subida da trilha — e não durante a descida. A versão apresentada é que, no momento em que o grupo iniciou o retorno, ele já estaria bem e não teria demonstrado sintomas que indicassem necessidade de ajuda imediata. Ainda conforme a polícia, o jovem teria ficado para trás e acabou entrando por uma trilha equivocada, o que explicaria o desaparecimento.

A autoridade policial também esclareceu que o celular de Roberto não estava com ele quando se perdeu. Parte dos pertences, incluindo o telefone, teria sido deixada em um ponto do acampamento enquanto ele ainda fazia a subida do Pico.
Sem crime
Diante do conjunto de informações, a PCPR decidiu pelo arquivamento do inquérito por inexistência de crime. Roberto desapareceu na manhã de 1º de janeiro, após se separar do grupo durante a descida, e buscas aéreas e terrestres foram realizadas na região.
Uma amiga, Thayane Smith, de 19 anos, deu entrevistas e afirmou que o teria deixado para trás, o que gerou debates nas redes sociais e pedidos de prisão. Na segunda-feira (5), Roberto reapareceu após caminhar cerca de 20 quilômetros e pedir ajuda em uma fazenda. Ele foi encaminhado ao hospital com ferimentos leves e recebeu alta no dia seguinte.

