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Prédio da Alfândega de Manaus passa à UEA para implantação de centro cultural e pedagógico

O espaço ampliará as atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação, cultura e turismo da universidade

Foto: Divulgação

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) conquistou mais um importante avanço para a valorização do patrimônio histórico, da cultura amazonense e da educação. A instituição recebeu, nesta quarta-feira (1°/7), a cessão de uso do prédio da Alfândega e Guardamoria de Manaus. O espaço será destinado à implantação de um centro cultural com ocupação artística e pedagógica multidisciplinar, que ampliará as atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação, cultura e turismo da universidade.

A cessão do imóvel foi autorizada pelo Governo Federal e publicada no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Portaria SPU/MGI n.º 4.715, de 9 de junho de 2026. O prédio permanecerá sob responsabilidade da UEA pelo prazo de 20 anos, com possibilidade de prorrogação, conforme previsto no documento. A conquista histórica contou com o apoio e parceria do deputado estadual Sinésio Campos.

Antes de receber as atividades previstas, o edifício passará por um amplo processo de restauração e adequação de seus espaços, em respeito às características arquitetônicas e ao valor histórico do imóvel. O trabalho terá como objetivo recuperar a estrutura, preservar seus elementos originais e garantir as condições necessárias para sua nova utilização. Essa etapa antecede a ocupação do espaço e constitui uma das principais fases do projeto, com foco na recuperação física da edificação e na conservação de seus elementos arquitetônicos.

Além de preservar um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos de Manaus, o projeto transformará o edifício em um espaço de produção e difusão do conhecimento, com iniciativas voltadas à pesquisa, à inovação, à extensão universitária e à promoção das artes, da cultura e do turismo. O prédio, também, abrigará o corpo docente da Escola Superior de Artes e Turismo (Esat/UEA), o que favorecerá a integração entre as atividades acadêmicas, culturais e turísticas. A iniciativa contribuirá para a revitalização do Centro Histórico, ampliará a oferta de atividades abertas à população e aproximará ainda mais a universidade da sociedade.

Foto: Divulgação

Para o reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, a ocupação de prédios históricos pela universidade representa um compromisso com a preservação da memória e da identidade do Amazonas.

“A partir de hoje, daremos uma nova função a esse patrimônio por meio da educação, das artes, do turismo, da cultura, da pesquisa e da extensão. Este espaço permitirá que nossos professores, pesquisadores e estudantes ampliem a produção e a difusão do conhecimento, apresentem seus trabalhos à sociedade e façam um ambiente vivo de aprendizagem, criação e valorização da história do Amazonas”, destacou.

A vice-reitora da UEA, Prof.ª Dra. Katia Couceiro, afirmou que a cessão dá início a uma nova fase do projeto, que agora concentra esforços na restauração e adequação do prédio.

“Recebemos essa conquista com muita gratidão e agradecemos a parceria que tornou essa cessão possível. Temos uma grande responsabilidade e o trabalho será intensificado para dar início ao processo de restauração do prédio, sempre com respeito à sua história. Temos a convicção de que este será um espaço de muito aprendizado, produção de conhecimento, valorização da cultura e integração entre a universidade e a população do nosso estado”, disse.

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