Ir para o conteúdo

Prefeitura de Manaus intensifica estudos para ampliar área do Distrito Industrial

Implurb analisa novas áreas nos eixos da BR-174 e AM-010 para receber empreendimentos ligados à Zona Franca.

Os estudos técnicos analisam, principalmente, áreas localizadas nos eixos da BR-174 e da AM-010

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), avança nos estudos técnicos voltados à expansão de áreas industriais da capital amazonense, em um movimento estratégico para preparar a cidade para novos investimentos ligados à Zona Franca de Manaus (ZFM) e aos impactos da Reforma Tributária.

As discussões são realizadas desde 2025, em conjunto com órgãos municipais, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), envolvendo análises urbanísticas, zoneamento, infraestrutura e possibilidades de flexibilização de áreas para instalação de indústrias de grande porte.

Segundo o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, o município precisa assumir um papel ativo no planejamento econômico e territorial da cidade, uma das diretrizes da gestão do prefeito Renato Junior. “Temos que partir do princípio de que o município precisa assumir o seu papel de protagonismo, de indutor e incentivador do desenvolvimento econômico regional. Dentro desse conceito, é atribuição e responsabilidade do município incentivar esse desenvolvimento econômico”, afirmou.

Eixos

Os estudos técnicos analisam, principalmente, áreas localizadas nos eixos da BR-174 e da AM-010, além de regiões da zona Leste e ramais próximos ao próprio bairro Distrito Industrial, considerados estratégicos para futuras expansões econômicas. Peixoto explica que Manaus já enfrenta uma redução de áreas disponíveis nos distritos industriais tradicionais, principalmente devido ao avanço da ocupação urbana ao longo dos anos.

“Hoje, temos áreas da zona Leste que sofreram forte pressão habitacional e ocupações irregulares, o que acabou reduzindo espaços disponíveis para novos empreendimentos industriais. Ao mesmo tempo, com a Reforma Tributária, existe uma previsão de chegada de novas empresas para Manaus”, destacou.

O diretor-presidente reforçou que a proposta vai além da simples instalação de fábricas, prevendo também um planejamento urbano integrado, com infraestrutura e serviços próximos às futuras áreas industriais, fortalecendo o território, a malha urbanística e o acesso a serviços públicos.

“A ideia é incentivar não só áreas comerciais e industriais, mas também loteamentos residenciais, escolas, creches, unidades de saúde e serviços urbanos. Você leva trabalhadores para essas regiões e precisa garantir que exista estrutura adequada para essas pessoas viverem”, explicou.

Estudos

Os estudos consideram ainda o equilíbrio entre crescimento econômico e ordenamento urbano. De acordo com Peixoto, Manaus possui, hoje, um território muito espalhado horizontalmente, o que exige estratégias para melhor ocupação da capital.

“A cidade de Manaus é muito horizontalizada, com um perímetro urbano extremamente grande. Precisamos incentivar a verticalização e o adensamento populacional de forma equilibrada, junto com esse desenvolvimento econômico regional”, disse o diretor-presidente.

Dentro das análises em andamento, o Implurb avalia mecanismos legais que possam permitir a ampliação das áreas destinadas às indústrias tipo 4 e 5 (empreendimentos de grande porte), sem necessariamente depender da conclusão da revisão do Plano Diretor, processo em andamento.

“Isso pode ocorrer também por meio de resoluções do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU). Já estamos em estágio avançado desses estudos. Agora, precisamos definir áreas e perímetros para que possamos seguir com segurança jurídica e planejamento”, afirmou Peixoto.

Desde 2025, reuniões técnicas entre Implurb, Suframa e Sedecti vêm discutindo alternativas urbanísticas para garantir novas áreas industriais na capital. O objetivo é fortalecer Manaus como destino competitivo para investimentos, ampliar a geração de emprego e renda e garantir crescimento urbano mais organizado e sustentável.

Publicidade BEMOL
Publicidade TCE
Publicidade ATEM
Publicidade Parintins
Publicidade UEA

Mais Recentes