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Professores e estudantes da UEA tomam ruas de Manaus em ato contra extrema direita e pela reeleição de Lula

Manifestantes percorreram avenidas da capital amazonense, denunciaram ameaças à educação pública e convocaram eleitores a barrar a extrema direita nas urnas

Com bandeiras, cartazes e palavras de ordem, o grupo transformou o trajeto em um ato de campanha - Fotos: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA

MANAUS (AM) — Professores e estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foram às ruas de Manaus em uma manifestação política em defesa da educação pública e pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ato reuniu integrantes da comunidade acadêmica e representantes sindicais, que criticaram propostas atribuídas à extrema direita e convocaram a população a participar da disputa eleitoral.

A mobilização ocorreu na tarde de quinta-feira (8), com concentração na Escola Normal Superior, na Zona Centro-Sul da capital. De lá, os manifestantes seguiram pela avenida Djalma Batista, passaram pelo conjunto Eldorado e encerraram a caminhada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

Com bandeiras, cartazes e palavras de ordem, o grupo transformou o trajeto em um ato de campanha. Nos semáforos, estudantes e professores distribuíram panfletos e defenderam a manutenção das universidades públicas.

A manifestação contou com apoio da ADUA e do SIND-UEA. Além da educação, os participantes levantaram bandeiras em defesa da Zona Franca de Manaus, do Sistema Único de Saúde (SUS), da realização de concursos públicos e de políticas de moradia e alimentação.

A mobilização ocorreu na tarde de quinta-feira (8), com concentração na Escola Normal Superior, na Zona Centro-Sul da capital

‘Projeto é privatizar o ensino’, diz professora

Durante o protesto, a docente Ceane Simões, do SIND-UEA, fez duras críticas à extrema direita e afirmou que a mobilização busca alertar a população sobre os riscos que, segundo ela, a educação pública enfrenta.

“Estamos ocupando os espaços públicos para levar uma mensagem objetiva a cada trabalhador e trabalhadora. A gente está defendendo a escola do seu filho e as universidades públicas, a UFAM, o IFAM e UEA, pois o projeto da extrema direita é privatizar o ensino. Estamos neste ato de resistência porque é nosso papel político chamar a todos para resistir conosco nas urnas e nas ruas”, declarou.

A presidente da ADUA, professora Ana Lúcia Gomes, também defendeu a participação de docentes e estudantes no debate político e associou a mobilização à defesa de direitos sociais.

“Nós, professores e estudantes da UFAM e da UEA, estamos nas ruas para dialogar com a população. São as instituições públicas que defendem a educação, a Amazônia e o interesse social. Nós estamos defendendo a vida das mulheres, a igualdade social e o combate ao racismo e à homofobia”, afirmou.

Motoristas e moradores demonstraram apoio à mobilização com buzinaços, acenos de janelas e gestos favoráveis ao candidato.

Ato eleitoral ocupa avenidas de Manaus

Ao longo da caminhada, manifestantes fizeram gestos de ‘L’ com as mãos e entoaram palavras de ordem em apoio a Lula. Segundo os organizadores, motoristas e moradores demonstraram apoio à mobilização com buzinaços, acenos de janelas e gestos favoráveis ao candidato.

O protesto levou a disputa eleitoral para as ruas da capital amazonense, com professores e estudantes defendendo o voto em Lula e apresentando a eleição como uma disputa sobre o futuro da educação pública e dos direitos sociais.

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