Manaus e municípios vizinhos voltaram a amanhecer encobertos por uma densa camada de fumaça nesta quinta-feira (17/9), provocando acentuada degradação na qualidade do ar. Moradores de diversos bairros relataram forte odor de queimado e visibilidade reduzida desde o início da manhã.
O monitoramento do aplicativo Selva, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontou que a concentração de partículas finas (PM2.5) chegou a 125,4 µg/m³ na Compensa, Zona Oeste da capital, atingindo a classificação de "muito ruim".
A deterioração dos índices foi sentida com maior intensidade nas zonas Oeste, Sul e Centro-Sul de Manaus, com destaque para bairros como Parque Dez/Chapada, Aparecida, Morro da Liberdade e Japiim, que mantiveram concentrações acima de 99 µg/m³.
Em contrapartida, regiões arborizadas da Zona Leste e do Centro apresentaram medições menores, com índices variando entre 43,6 µg/m³ e 61,2 µg/m³, favorecidos pela presença de vegetação na dispersão dos poluentes.
Região Metropolitana
O cenário mostrou-se ainda mais grave na Região Metropolitana. Em Manacapuru, os sensores registraram picos de 142,8 µg/m³, enquanto Manaquiri alcançou 126,8 µg/m³, ambos figurando no nível "péssimo".
Em Iranduba, a medição registrou 107,4 µg/m³. Divergências observadas em relação a outras plataformas de monitoramento, como o IQAir, ocorrem em razão do uso de pontos e metodologias de medição distintos.
Diante do alto nível de PM2.5 — micropartículas inaláveis que podem penetrar profundamente nos pulmões —, a orientação das autoridades é reduzir a exposição direta e evitar exercícios físicos ao ar livre nos horários de pico. Recomenda-se manter ambientes fechados, reforçar a hidratação e buscar atendimento médico imediato em caso de sintomas graves. Grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças cardiorrespiratórias, exigem atenção redobrada. A Defesa Civil pode ser acionada pelo número 199.