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Sindarma aponta desafios para o futuro da navegação fluvial em Manaus

Sindicato alerta que a falta de investimentos e a insegurança nos rios comprometem a eficiência do transporte de cargas

Foto: Divulgação

No aniversário de 357 anos de Manaus, os desafios da infraestrutura portuária e da segurança fluvial voltam ao debate sobre o futuro da capital amazonense. O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas (Sindarma) alerta que a falta de investimentos e o avanço da criminalidade nos rios comprometem a eficiência do transporte de cargas e o abastecimento da região.

Entre os principais problemas apontados pelo setor estão as condições inadequadas de infraestrutura portuária, a ausência de hidrovias estruturadas, a pirataria e a necessidade de maior integração entre os transportes rodoviário, fluvial e aéreo.

A navegação fluvial tem papel estratégico na economia amazonense, especialmente por garantir o transporte de combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais para Manaus e os municípios do interior. No entanto, a falta de estruturas portuárias adequadas dificulta as operações, principalmente durante os períodos de estiagem, quando a redução do nível dos rios exige adaptações no transporte e no desembarque de mercadorias.

Segurança nos rios
Outro ponto de preocupação é a atuação de grupos criminosos que atacam embarcações e comboios de cargas. Segundo o Sindarma, as empresas têm adotado medidas como a contratação de escoltas armadas para proteger principalmente o transporte de combustíveis.

Apesar dessas iniciativas, a entidade avalia que o enfrentamento à pirataria exige uma atuação permanente e integrada dos órgãos de segurança pública, além de investimentos em tecnologia e infraestrutura para ampliar a proteção das rotas fluviais.

Planejamento para o futuro
Para o setor, melhorar as condições de navegação é fundamental para reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência do transporte e fortalecer a economia do Amazonas. A implantação de estruturas portuárias adequadas e o planejamento contínuo das rotas são apontados como medidas importantes para enfrentar os desafios impostos pelas características geográficas e climáticas da região.

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