Durante Sessão Especial realizada nesta quinta-feira (5/3), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca (CICZF), presidida pelo deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza), autor da propositura, homenageou os 59 anos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), reconhecendo sua importância histórica, econômica e social para o estado.
O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), afirmou que a Suframa representa um dos pilares do desenvolvimento do Amazonas e de toda a Amazônia Ocidental.
O parlamentar disse ainda que, ao longo desses 59 anos, a autarquia tem sido fundamental para consolidar a Zona Franca de Manaus como um modelo que gera emprego, renda e oportunidades para milhares de famílias, ao mesmo tempo em que contribui para manter a floresta em pé.
“É um modelo que colabora diretamente com o nosso PIB e nos posiciona como uma das cinco maiores economias do país. Parabenizo a Suframa por essa trajetória de compromisso com o crescimento sustentável da nossa região e reafirmo que seguiremos defendendo e fortalecendo esse modelo que orgulha o Amazonas e o Brasil”, afirmou.
A solenidade foi conduzida pelo vice-presidente da Aleam, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), que destacou a importância da Zona Franca de Manaus para a economia do Amazonas, responsável por cerca de 132 mil empregos diretos. Ele também ressaltou que há 195 novas empresas interessadas em se instalar no estado.
“A Suframa é nosso principal modelo econômico. Fiz questão de destacar que o que se produz aqui se distribui para os outros municípios, justamente porque muitos deles não têm outro tipo de economia. Sabemos que 95% da economia está concentrada em Manaus, em grande parte por causa da Suframa. Temos a obrigação de fazer esse reconhecimento. A Suframa é um modelo necessário que deu certo”, destacou.
O autor da propositura, deputado Wilker Barreto, também se manifestou sobre os 59 anos da Suframa no Amazonas e afirmou que, a médio e longo prazo, ainda não vê uma mudança tão abrupta na matriz econômica do estado.
“Se fizermos um comparativo de modelos econômicos, basta olhar para o estado do Pará. Lá temos um exemplo de economia extrativista, enquanto aqui temos uma economia que preserva. O Pará avançou sobre a floresta por uma necessidade de sobrevivência e, graças ao modelo da Zona Franca de Manaus, o Amazonas não precisou avançar sobre a floresta. Precisamos corrigir desigualdades sociais, mas isso é papel do governo. A Zona Franca tem o seu papel de gerar riqueza e emprego”, afirmou.
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou que a autarquia tem sido fundamental para a geração de incentivos fiscais ao longo desses 59 anos.
“Estamos muito agradecidos à Assembleia Legislativa do Amazonas por nos convidar para que não deixássemos passar em branco esses 59 anos, completados no último dia 28 de fevereiro. Nosso polo industrial, comercial e agro está consolidado e podemos comemorar também a segurança jurídica que a última Reforma Tributária nos trouxe”, enfatizou.
Bosco Saraiva relembrou que, em 2025, foi registrado um faturamento recorde de R$ 227,7 bilhões, o que aqueceu a economia e gerou reflexos positivos nos centros comerciais e nos eventos realizados em Manaus.