Três policiais militares, o 3º sargento Kelliton Bispo da Silva, o 3º sargento Geovane da Silva Cruz e o cabo Reginaldo Costa Maciel, foram presos durante uma operação que investiga um suposto esquema de “arrocho”, prática atribuída a agentes que extorquem traficantes ou tomam cargas de drogas durante abordagens clandestinas.
A ação ocorreu na terça-feira (22), no Porto de Manaus, no Centro, e resultou na apreensão de cerca de 50 quilos de drogas, armas, munições, dinheiro e veículos.
Segundo o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), os policiais foram ao porto em uma caminhonete preta para interceptar uma mulher que chegaria à capital com uma carga de entorpecentes. O veículo passou a ser monitorado após os investigadores identificarem uma movimentação considerada suspeita nas proximidades do terminal.
Durante a consulta aos sistemas de segurança, os policiais também constataram que a placa da caminhonete não correspondia ao veículo e seria uma identificação “fria”.
Por volta das 16h, dois ocupantes desceram do veículo e abordaram Gabriele Alves de Sousa, que havia acabado de desembarcar de uma lancha. Ela foi conduzida até a caminhonete, mas a ação foi interrompida por agentes do DRCO que acompanhavam a movimentação.
Com Gabriele, os investigadores encontraram comprimidos e outras substâncias com características de drogas. Ela foi detida e encaminhada ao departamento especializado.
Drogas e armas
Na caminhonete, foram encontradas armas de fogo, munições, materiais para embalagem de drogas e cerca de 50 quilos de entorpecentes, inicialmente identificados como maconha e cocaína.
Também foram apreendidos R$ 5.464 em dinheiro, a chave de um carro que seria usado como apoio à ação e balaclavas.
Os três policiais foram levados ao DRCO para os procedimentos legais.
Investigação
Para os investigadores, os elementos apreendidos e a forma de atuação do grupo levantam a suspeita de que a ação tinha como objetivo tomar a carga de drogas ou cobrar dinheiro da mulher. A hipótese de “arrocho” é uma das linhas investigadas.
Os policiais também são investigados por possíveis crimes como associação criminosa, tráfico de drogas e posse ou porte ilegal de armas e munições. A apuração deverá individualizar a conduta de cada um e verificar a origem das drogas e das armas.
O DRCO também investiga se há ligação dos suspeitos com outros episódios semelhantes ou com grupos criminosos envolvidos no transporte e distribuição de drogas no Amazonas.
Gabriele permanece sob investigação por suspeita de tráfico de drogas.
A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) foi procurada para comentar a prisão dos três integrantes da corporação e as suspeitas levantadas pela investigação, mas não havia enviado posicionamento até a publicação.