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Uso de gás natural no AM evita a emissão de 7,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa

A substituição de combustíveis líquidos, no período de 2010 a 2025, pelo gás natural na geração de energia é o fator responsável

Foto: Divulgação

O uso do gás natural tem contribuído para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Amazonas. De acordo com levantamento da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), mais de 7,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser lançadas na atmosfera, no período de 2010 a 2025. A redução está relacionada ao uso do gás natural (GN) na geração de energia elétrica no estado.

O levantamento original, desenvolvido por especialistas da Cigás e publicado na revista “Energia na Amazônia”, do Núcleo de Inovação, Empreendedorismo e Liderança para a Transição Energética (Nielte) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), analisou inicialmente o consumo de gás natural em 13 usinas termelétricas de 2010 a 2024. Recentemente, a análise foi atualizada, estendendo o histórico até 2025.

A metodologia usada baseia-se na comparação entre o volume de emissões de GEE, que seria gerado com a utilização dos outros combustíveis líquidos e o que foi emitido com o uso do gás natural. Com isso, foi possível mensurar a quantidade de emissões de gases de efeito estufa evitadas ao longo dos anos.

“Os cálculos seguiram padrões internacionais, com base em metodologias adotadas por instituições como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e o Greenhouse Gas Protocol, garantindo confiabilidade aos resultados”, explica a gerente de Mercado, Regulação e Tarifa da Companhia, Raquel Caldas, uma das coautoras da publicação acadêmica.

Especialista apoia expansão do gás natural

Com mais de 30 anos de atuação e trajetória marcada pela pesquisa e inovação, o professor titular da Ufam Rubem Cesar Souza, e coordenador-geral do Nielte/Ufam, é referência em planejamento energético e tecnologias sustentáveis na região, além de liderar projetos voltados ao desenvolvimento de soluções para o setor e atuar como um dos responsáveis pela publicação “Energia na Amazônia”.

Os resultados do estudo produzido pela Cigás, segundo o professor da Ufam, confirmam o potencial do gás natural como uma fonte de energia que ocupa posição de destaque no cenário da transição energética. “O gás natural tem um fator de emissão de gases de efeito estufa bem menor do que outros combustíveis (fósseis), portanto ele se apresenta com uma solução energética muito favorável sobre o aspecto de emissões e se presta perfeitamente para a atual transição energética”, enfatiza o professor, o qual ressalta a importância de estimular cada vez mais o uso do GN como forma de garantir uma matriz energética mais limpa.

O professor Rubem Cesar Souza pontua também que, embora o efeito estufa seja um fenômeno natural essencial à manutenção da temperatura da Terra adequada à vida, o excesso de GEE na atmosfera intensifica o aquecimento global, ocasionando uma série de problemas para todo o planeta – contexto em que o gás natural surge como uma alternativa de menor impacto.

Marco para o desenvolvimento energético

Em 2025, a Cigás participou do lançamento da revista Energia na Amazônia. A publicação, de caráter técnico-científico, é a primeira na região Norte e já chega à sua 4ª edição, mostrando a sua importância na promoção de pesquisas e projetos para o desenvolvimento energético. A parceria entre a Cigás e o Nielte/Ufam mostra o avanço à inovação, a produção de conhecimento e soluções energéticas para o Amazonas.

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