A candidata a vice-governadora do Amazonas Alessandra Campelo denunciou ter sido ameaçada de morte após o debate eleitoral realizado nesta terça-feira (13). Segundo o relato, o assessor do vereador Salazar (PL), Kidson Maia (PL), teria feito gestos que ela interpretou como ameaças, simulando um corte no pescoço enquanto a observava. O episódio teria ocorrido diante de outras pessoas e de profissionais da imprensa.
Em declaração após o debate, Alessandra afirmou que se sentiu ameaçada e disse que pretende apresentar o caso às autoridades policiais.
“Eu sou acostumada a prender agressor de mulher. […] Eu conheço muito bem esse tipo de gente que é violenta e que ameaça pessoas”, afirmou.
A candidata disse que a situação provocou temor, especialmente por ter ocorrido em um ambiente com outras pessoas presentes. “Eu me senti ameaçada naquele momento, porque se ele faz isso no meio de tantas pessoas, com toda a imprensa presente, imagine o que ele pode fazer depois”, declarou.
Prestem bem atenção nesta cena. Ao fim do debate da TV Norte/SBT entre Omar Aziz e Maria do Carmo, o vereador Salazar (PL) e Kidson (PL), candidato a deputado não eleito, olham para a deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) e fazem um gesto de cortar o pescoço. Alessandra, que… pic.twitter.com/xvUG5Ru5YD
— Mário Adolfo Filho (@marioadolfo) October 13, 2026
Solidariedade
Após a denúncia, o candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) manifestou solidariedade à sua companheira de chapa e repudiou ameaças e agressões contra mulheres no ambiente político.
Em manifestação pública, Omar afirmou que Alessandra iria à Delegacia da Mulher para formalizar a denúncia e solicitar uma medida protetiva contra o homem apontado por ela como autor dos gestos intimidatórios.
“Violência contra a mulher, ameaça de morte e todo tipo de agressão no âmbito político devem ser rechaçados”, declarou o candidato, ao prestar solidariedade à candidata a vice-governadora.
O caso deverá ser apresentado às autoridades para apuração. Até que os fatos sejam investigados, a responsabilidade criminal do homem citado na denúncia não está estabelecida.