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Vídeo: drone revela fissura em tanque da Innova após vazamento em Manaus

Imagens mostram temperaturas entre 70°C e 74°C na estrutura. Após a identificação do problema, empresa foi parcialmente interditada e multas já somam R$ 22,4 milhões.

Foto: Divulgação

Imagens captadas por um drone equipado com câmera térmica revelaram uma fissura e temperaturas de até 74°C no tanque da Innova de onde vazou monômero de estireno, no Distrito Industrial I, zona Sul de Manaus. O registro ajudou a embasar a decisão de interditar parcialmente a unidade industrial e reforçou as ações de monitoramento da força-tarefa que atua no local. Nesta sexta-feira (17), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou uma multa de R$ 12,5 milhões à empresa por poluição atmosférica, elevando para R$ 22,4 milhões o total de penalidades relacionadas ao incidente.

As imagens foram registradas na quinta-feira (16) e mostram o tanque sendo resfriado por equipes do Corpo de Bombeiros. Na gravação, a maior parte da superfície aparece em coloração alaranjada, indicando calor intenso, enquanto a fissura é identificada na parte superior da estrutura.

De acordo com os dados obtidos pela câmera térmica, a temperatura do tanque variava entre 70°C e 74°C. Especialistas apontam que o monômero de estireno deve ser armazenado em temperaturas de até 29°C, condição considerada adequada para manter a estabilidade da substância.

O vazamento foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após uma elevação anormal da temperatura no tanque que armazenava o produto químico, utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e isopor. A exposição ao estireno por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas.

Com base em um laudo da Defesa Civil Municipal, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) determinou a interdição parcial da unidade industrial. A medida suspende as atividades na área afetada e restringe o acesso apenas às equipes técnicas responsáveis pelas ações de contenção do vazamento e eliminação dos riscos. Segundo a Prefeitura de Manaus, a interdição permanecerá em vigor até que os órgãos competentes atestem que o local voltou a apresentar condições seguras.

Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros mantém a operação de resfriamento da estrutura utilizando sete canhões de água, em uma tentativa de reduzir a temperatura do tanque e evitar novos riscos. A Defesa Civil também mantém o acesso à fábrica restrito.

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Multas chegam a R$ 22,4 milhões

A nova multa aplicada pelo Ipaam, no valor de R$ 12,5 milhões, foi motivada pela poluição atmosférica provocada pelo vazamento, que causou desconforto respiratório e forte odor sentido por moradores da região.

A penalidade tem como base a Lei Federal de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), o Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta infrações e sanções ambientais, e o Decreto Estadual nº 51.355/2025, que disciplina a fiscalização ambiental no Amazonas.

Com a nova autuação, as multas aplicadas à Innova já somam R$ 22,4 milhões. Além da penalidade do Ipaam, a empresa já havia sido autuada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmas), cujas duas multas totalizam R$ 9,9 milhões.

Segundo o Ipaam, o órgão acompanha desde o início da ocorrência a execução do Plano de Ação de Emergência da empresa e segue avaliando os impactos ambientais causados pelo incidente. A indústria possui Licença de Operação válida até outubro de 2026, mas o instituto informou que novas medidas administrativas poderão ser adotadas caso as fiscalizações identifiquem outras irregularidades.

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