O Ministério Público do Amazonas (MPAM) afirmou, nesta terça-feira (12/05), que o antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM) operava com graves falhas de controle e circulação irregular de presos. Ao todo, 72 custodiados foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Amazonas, localizada em uma área extramuros do complexo penitenciário estadual, na BR-174, durante a “Operação Sentinela Maior”.
De acordo com o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, a transferência foi motivada por sucessivas fiscalizações que identificaram diversas irregularidades na antiga unidade prisional.
“Encontramos celulares lá dentro, custodiados ausentes sem justificativa e uma total falta de capacidade do local para acolher os presos. Aquele prédio jamais foi pensado para custódia de pessoas”, afirmou o promotor durante coletiva de imprensa.
Vídeos divulgados pelo MPAM mostram que os policiais militares presos tinham acesso a itens proibidos dentro das celas, como celulares, carregadores, televisores, micro-ondas, geladeiras, freezers e aparelhos de ar-condicionado.
“A situação estava totalmente fora dos trilhos. Havia uma custódia apenas formal. Essas pessoas saíam e entravam do local a seu bel-prazer”, declarou Armando Gurgel.
Segundo o Ministério Público, entre os custodiados havia policiais presos por crimes como homicídio, crimes sexuais, roubo, extorsão, sequestro e outros delitos considerados graves.