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Amazonas e Minas Gerais repetem tradição e cravam vencedor para presidente desde 1989

Estados acompanharam a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno de 2026 e mantêm histórico de escolhas alinhadas ao resultado nacional desde 1989

Os dois estados acompanharam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Minas Gerais e Amazonas voltaram a votar no candidato eleito presidente da República. Conhecidos como estados-pêndulo, por apresentarem variações de preferência entre diferentes disputas eleitorais, os dois estados acompanharam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (25).

No resultado nacional, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em Minas Gerais, o petista recebeu 50,43% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL teve 49,57%. No Amazonas, Lula ampliou a vantagem e alcançou 54,02%, contra 45,98% de Flávio.

A coincidência entre os resultados estaduais e o nacional se repete desde a eleição presidencial de 1989, a primeira após a redemocratização do país. Desde então, Minas Gerais e Amazonas registraram, nas disputas presidenciais, a vitória do candidato que terminou eleito no país.

Histórico

Em 1989, Fernando Collor de Mello (PRN) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e conquistou a Presidência. Naquele pleito, os eleitores de Minas Gerais e do Amazonas também deram a maioria dos votos válidos a Collor.

Cinco anos depois, em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu a eleição no primeiro turno e repetiu o resultado nos dois estados. Em 1998, o tucano foi reeleito também em primeiro turno, novamente com maioria dos votos válidos em Minas Gerais e no Amazonas.

A tendência continuou em 2002, quando Lula derrotou José Serra (PSDB) e conquistou seu primeiro mandato presidencial. O petista recebeu mais de 65% dos votos válidos nos dois estados, conforme os dados históricos apresentados para a disputa.

Em 2006, Lula foi reeleito após vencer Geraldo Alckmin (PSDB). O presidente teve ampla vantagem no Amazonas, onde alcançou 86,82% dos votos válidos, e também venceu em Minas Gerais, com 65,19%.

A eleição de 2010 manteve o alinhamento. Dilma Rousseff (PT), sucessora política de Lula, venceu José Serra e conquistou a maioria dos votos válidos nos dois estados. Em 2014, Dilma foi reeleita após derrotar Aécio Neves (PSDB), novamente com vantagem em Minas Gerais e no Amazonas.

PT X PL

A sequência também se manteve em 2018, quando Jair Bolsonaro, então filiado ao PSL, venceu Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Bolsonaro obteve 58,19% dos votos válidos em Minas Gerais e 50,27% no Amazonas.

Quatro anos depois, em 2022, o cenário mudou. Lula derrotou Bolsonaro no segundo turno e voltou à Presidência, com a maioria dos votos válidos nos dois estados. Em Minas Gerais, o petista teve 50,20%, enquanto Bolsonaro registrou 49,80%. No Amazonas, Lula alcançou 51,10%, contra 48,90% do adversário.

Em 2026, os dois estados voltaram a acompanhar o resultado nacional, com a reeleição de Lula. A sequência histórica reforça a relevância de Minas Gerais e do Amazonas na análise do comportamento eleitoral brasileiro, embora os resultados de cada disputa não permitam, por si só, prever o desfecho de eleições futuras.

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