O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto afirmou que a Prefeitura precisa assumir a liderança das negociações para solucionar paralisações dos rodoviários e garantir a retomada integral do transporte coletivo na capital. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Ponto Final, da Rede Norte Diário, na segunda-feira (20/7), quando trabalhadores do sistema interromperam a circulação dos ônibus em Manaus.
Segundo Arthur, conflitos entre empresas e rodoviários não podem deixar milhares de passageiros sem acesso a um serviço essencial, utilizado diariamente por trabalhadores, estudantes e pacientes.
“Quem depende do transporte coletivo não pode pagar a conta de um impasse. É preciso responsabilidade, capacidade de negociação e disposição para construir soluções”, afirmou.
Arthur disse que enfrentou situações semelhantes durante seus mandatos à frente da Prefeitura e que o município deve atuar como mediador entre empresários e trabalhadores, buscando acordos que permitam a rápida normalização do serviço.
“O gestor público precisa liderar as negociações, ouvir todos os lados e agir com rapidez. A cidade não pode ficar refém de impasses que afetam trabalhadores, estudantes, pacientes e toda a economia”, declarou.
O ex-prefeito também afirmou que a discussão sobre tarifas, subsídios públicos, custos das empresas e remuneração dos trabalhadores precisa ser conduzida com transparência e responsabilidade.
Durante suas administrações, Arthur adotou subsídios municipais para conter reajustes da passagem e também enfrentou paralisações provocadas por divergências entre empresas, trabalhadores e o poder público.
Diálogo
Para ele, o diálogo deve ser o primeiro caminho, mas a Prefeitura também precisa utilizar os instrumentos administrativos e legais disponíveis para assegurar a continuidade do transporte coletivo.
Arthur Virgílio Neto foi prefeito de Manaus entre 1989 e 1993 e exerceu dois mandatos consecutivos entre 2013 e 2020. Também foi deputado federal, senador e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso.