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Bastidores do Festival Amazonas de Ópera movimentam cadeia produtiva

Os espetáculos começam neste domingo (19/04) e seguem até o dia 31 de maio.

Foto: Divulgação 

A realização da 27ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO) vai além dos aplausos do público. Nos bastidores, o festival revela uma engrenagem robusta de geração de emprego e renda, fortalecendo a economia criativa e envolvendo profissionais que transformam arte em trabalho e sustento. Os espetáculos começam neste domingo (19/04) e seguem até o dia 31 de maio.

Na Central Técnica de Produção (CTP), onde são confeccionados os figurinos utilizados nas apresentações, costureiras, modelistas, figurinistas e equipes de apoio trabalham para dar vida às óperas que compõem a programação.

Pela primeira vez no festival, a figurinista Fernanda Câmara, que atua há mais de 15 anos com ópera em São Paulo, integra a equipe responsável pela montagem de Salvator Rosa, obra de Carlos Gomes. Para ela, a experiência em Manaus evidencia a potência cultural e econômica do evento.

“É um grande prazer estar aqui na Amazônia, numa cidade e num teatro incríveis. A ópera é uma arte que envolve muita gente. Não é um trabalho individual. Temos modelistas, costureiras, equipe de cenário, iluminação. É uma cadeia inteira trabalhando para que tudo aconteça”, destacou.

A figurinista também chamou atenção para o impacto direto do festival na economia local, além do aspecto simbólico e cultural do festival, que mistura influências europeias com a identidade amazonense. “Aqui existe um tempero diferente. A gente consegue trazer uma brasilidade mais forte para a ópera, e isso enriquece muito a experiência artística”, completou Fernanda Câmara.

Reconhecimento

Entre as profissionais que dão forma aos figurinos está Cleini Souza, de 71 anos, que há mais de duas décadas participa das produções dos espetáculos da Secretaria de Cultura. Para ela, o festival representa não apenas uma fonte de renda extra, mas também motivo de orgulho.

“Eu trabalho aqui desde 2006. Todo ano que me chamam, eu venho. É uma renda a mais pra gente e é muito gratificante. Quando a gente vê o nosso trabalho no palco, parece que a gente está lá também, junto com os artistas”, enfatizou.

Cleini destaca ainda o sentimento coletivo que envolve a produção. “A gente já está acostumada, faz com amor. É muito bonito ver tudo pronto. A gente vai assistir e sente orgulho do que fez”, frisou.

Com uma estrutura que envolve dezenas de profissionais diretos e indiretos, o Festival Amazonas de Ópera se consolida como um dos principais motores da economia criativa no estado. Ao mesmo tempo em que democratiza o acesso à cultura, o evento promovido pelo Governo do Amazonas gera oportunidades, talentos locais e fortalece uma rede produtiva que vai muito além do espetáculo.

Realizado com recursos da Lei Rouanet e com patrocínio do Bradesco, o Festival Amazonas de Ópera é organizado pelo Fundo do Festival em parceria com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

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