O julgamento dos réus Gil Romero Machado e José Nílson Azevedo da Silva, acusados da morte de Débora da Silva Alves e de seu nascituro (termo jurídico que se refere ao bebê ainda em desenvolvimento no ventre materno) chega ao terceiro dia nesta sexta-feira (29/05).
A sessão de julgamento está sendo presidida pelo juiz de Direito Fábio Lopes Alfaia. Os promotores André Epifânio e Timóteo Ágabo Pacheco de Almeida atuam pelo Ministério Público do Estado do Amazonas. Eles têm como assistente de acusação a advogada Goreth Rubin.
O advogado Vilson Benayon atua na defesa do réu Gil Romero. José Nilson está sendo representado em plenário por defensores públicos.
O julgamento começou na última quarta-feira (27/05). Ao todo, seis testemunhas já foram ouvidas. Nesta sexta-feira, outras três devem prestar depoimento, segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Denúncia
Os réus foram denunciados pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado (praticado por motivo torpe, com uso de meio cruel, emprego de tortura ou sofrimento excessivo para a vítima, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio), violência doméstica, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.
Ainda segundo a denúncia, o réu Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não queria assumir a paternidade da criança que ela esperava.