O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (29) os resultados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2024, que inaugura uma nova série histórica. A mudança de metodologia — motivada pela substituição da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) pelo eSocial e pela adoção de um novo critério para identificar empresas ativas — ampliou a cobertura da pesquisa no Amazonas, que passou a ter todos os municípios investigados pela primeira vez. Com o novo levantamento, o comércio amazonense registrou receita bruta de revenda de mercadorias de R$ 84,4 bilhões em 2024.
A pesquisa considerou apenas empresas ativas no Cadastro Central de Empresas (Cempre), com CNPJ regular e atividade principal comercial. Ficaram de fora da amostra empresas de reparação de veículos e motocicletas, comércio ambulante, microempreendedores individuais (MEIs), administração pública e entidades sem fins lucrativos.
Com a cobertura ampliada, o Amazonas contabilizou 14.355 empresas comerciais e 16.732 unidades locais com receita de revenda. A margem de comercialização — diferença entre a receita de vendas e o custo das mercadorias revendidas — somou R$ 19,6 bilhões. O setor empregava 114.723 pessoas ao final de 2024 e pagou R$ 3,33 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
No comparativo regional, o Amazonas respondeu por 18,8% da receita bruta de revenda da Região Norte e por cerca de 1% do faturamento do comércio nacional. O estado também concentrou 21% do pessoal ocupado no comércio da região, ficando na segunda posição em número de trabalhadores do setor. Em receita bruta de revenda, o Amazonas teve o segundo maior resultado entre os estados nortistas, atrás apenas do Pará (R$ 194,7 bilhões) e à frente de Rondônia (R$ 83,3 bilhões).
Por segmento, o varejo liderou a economia comercial amazonense, com receita de R$ 42,8 bilhões, seguido pelo atacado (R$ 31,1 bilhões) e pelo comércio de veículos automotores e motocicletas (R$ 10,6 bilhões).
Em todo o país, a PAC identificou 1,6 milhão de empresas comerciais, com receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões e 10,6 milhões de pessoas ocupadas. Na Região Norte, a receita bruta de revenda somou R$ 449,9 bilhões. O IBGE alerta que os dados de 2024 inauguram uma nova série estatística e não devem ser comparados diretamente com anos anteriores, já que refletem tanto a mudança metodológica quanto a ampliação da cobertura da pesquisa, especialmente nos estados da Amazônia.
Comércio do AM atinge R$ 84,4 bilhões em receita, aponta IBGE
Amazonas concentra 21% do pessoal ocupado no comércio da Região Norte, atrás apenas do Pará em faturamento