
Mais uma vez Flávio Bolsonaro, o rachadinha, veste o manto da hipocrisia, da submissão e do capachismo ao defender a interferência dos Estados Unidos na soberania nacional. Numa reunião fake, feita de pé nas costas da mesa do presidente Donaldo Trump – que se limitou a uma fotografia pousada –, Flávio se apodera decisão norte -americana de declarar as facções criminosas do Brasil como organizações terroristas. Essa decisão já estava tomada e a viagem – um esforço tremendo para tentar conter os estragos que os áudios de Daniel Vorcaro fizeram à sua candidatura –, foi apenas uma forma de pegar carona para depois retornar ao Brasil dizendo que foi ele que fez a cabeça de Trump. É muita pretensão.
Flávio é tão mentiroso e venal que acusou o governo do presidente Lula de ser “conivente” com o crime organizado e de não manter o controle de presídios e do território ocupado pelas facções criminosas. Em meio a longa lista de perguntas que mão querem calar, uma precisaria ser respondida pelo próprio senador: se Flávio ou Eduardo, seu irmão foragido, tinham mesmo o interesse de combater o PCC e o Comando Vermelho, por que não fizeram isso nos quatro anos em que seu pai, o imbrochável Jair, esteve no governo?
Obsessão por Lula
Ao jogar de maneira leviana, o envolvimento com facções criminosas no colo de Lula, rachadinha esquece que não foi Lula que homenageou miliciano envolvido com narcotráfico e crime organizado, no caso, Adriano da Nóbrega que ganhou notoriedade nacional depois que se descobriu que ele chefiava o chamado Escritório do Crime — um grupo de matadores de aluguel que atuava no Rio de Janeiro a serviço de bicheiros e milicianos.
Tirando proveito político
Flávio retornou ao Brasil cantando vitória e se vangloriando de ter convencido Donald Trump a declarar o PCC e o CV facções terroristas.
É mentira! No dia 06 de maio, o presidente dos Estados Unidos assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que foca nos cartéis de drogas.
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Essa decisão foi confirmada pelo diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Sebastian Gorka.
Antes do encontro com Lula
A medida reafirma a política do governo Trump de considerar cartéis como grupos terroristas e aconteceu um dia antes do encontro entre o presidente dos EUA e o presidente Lula (PT) em Washington.
liás, o combate ao crime organizado foi um dos principais temas do encontro com o presidente brasileiro.
Outa prova da mentira
Outra prova robusta de que Flávio Bolsonaro está tirando proveito e uma decisão que não lhe diz respeito — afinal, que ingerência ele tem sobre um país estrangeiro, considerado a principal potência econômica e política do mundo? –, é que em março, o jornal The New York Times já tinha publicado uma reportagem afirmando que o governo dos EUA se preparava para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
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Isto é, a possibilidade já era ventilada desde 2025, quando o governo Trump iniciou uma ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos.
Lula foi contra
Segundo auxiliares de Lula ouvidos pelo blog do jornalista Gerson Camarotti, o presidente brasileiro tentou afastar a possibilidade de equiparação de facções criminosas a terroristas.
Isso comprova que, quando Flávio foi à Casa Branca para fazer uma foto de um minuto com o presente Trump, a decisão já havia sido tomada um mês atrás pelo presidente americano.
Isso ele não fala
O que o filho do pior presidente das história do Brasil também esconde, é que o governo Lula sancionou no dia 24 de março o Projeto de Lei Antifacção, que seu pai nunca fez em quatro ano de (des)governo.
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A nova lei prevê o aumento de penas pela participação em organização criminosa ou milícia, além de facilitar a apreensão de bens dos envolvidos.
A versão final do texto foi aprovada no fim de fevereiro pela Câmara dos Deputados.
Bancada do Amazonas “Lulou”
Quem diria, hein? A 100% bancada federal do Amazonas votou cerrado com a esquerda a favor do fim da escala 6x1, uma proposta do presidente Lula em defesa dos trabalhadores. Inclusive os parlamentares bolsonarista de carteirinha com raríssimas exceções.
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A PEC 221/19, que reduz a carga horária semanal sem redução de salários, foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.

Até tu, Alberto?
Agora, a bancada bolsonarista votar com a esquerda é uma situação inédita.
Porque quando se trata de parlamentares do Amazonas, na maioria das vezes eles estão contra tudo que vem do governo Lula.
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Para se ter uma ideia, Até o deputado Capitão Alberto Neto, do PL, o mais raivoso dos bolsonaristas, disse sim a proposta do presidente Lula.
Que trabalhador que nada
Essa decisão pode se considerada uma preocupação com a saúde e bem eetar dos trabalhadores?
É claro que não. Na verdade eles votaram pelo fim da escala 6X1 com medo de perder votos na eleição de outubro. Sabem que, se votasse contra os trabalhadores, com certeza seriam derrotados nas urnas.
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E quando o assunto é manter o oásis da Câmara dos Deputados, eles topam qualquer parada. Até mesmo defender pautas do Lula e de interesse dos menos favorecidos.
De vereador a conselheiro
O deputado federal Amom Mandel (Republicanos) anunciou que vai protocolar uma proposta de emenda à Constituição para transformar vereadores de cidades com até 30 mil habitantes em conselheiros, sem salário fixo.
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A medida, ainda em fase final de redação, prevê ajuda de custo por sessão realizada e deve ser apresentada à Câmara dos Deputados na próxima semana.

Amom esclarece
Ao portal marioadolfo.com, Amom esclareceu que a PEC atinge câmaras municipais de cidades com até 30 mil habitantes e substitui a remuneração fixa dos vereadores por pagamentos vinculados às sessões realizadas.
Pela proposta, esses parlamentares passariam a atuar como conselheiros.
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— A PEC por enquanto é para municípios com 30 mil habitantes e talvez diminua pra 15 mil . Estão publicando que atingiria cidades com 60 mil. Se eu falei osso, me confundi. Ao invés de eu dividir por 2, eu multipliquei por 2 – explicou o deputado.
De repente o bozo ficou bom

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar, já está virando asinhas e realizado reuniões políticas.
Nesta sexta-feira (29) ele orientou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a explorar politicamente a pauta das facções criminosas depois que o governo dos Estados Unidos decidiu classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
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A avaliação, segundo aliados, é que o tema da segurança pública pode ajudar a reposicionar a pré-campanha presidencial do parlamentar e reforçar críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi publicada pelo jornal O Globo.
Perguntar não ofende
Mas quem cumpre prisão domiciliar pode realizar reuniões político-partidárias? E onde está o ministro Alexandre de Moraes que não está vendo isso?
ÚLTIMA HORA
“ESSA É UMA GUERRA QUE É NOSSA” – Lula diz que Brasil tem capacidade para combater crime organizado

Antes da decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou que o Brasil tem capacidade investigativa para combater o crime organizado e destacou a expertise da Polícia Federal (PF) no enfrentamento ao tráfico de drogas, de armas e a lavagem de dinheiro.
Em entrevista recente, Lula disse que a guerra contra as facções brasileiras cabe às forças nacionais.
— Nós aprovamos agora a lei antifacção, que vai nos permitir ter uma atuação muito mais poderosa para tentar destruir. Essa é uma guerra que é nossa, essa guerra não é dos Estados Unidos –, disse ele.
De acordo com a Veja, a posição do governo brasileira é respaldada por especialistas. O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que atua no combate ao crime organizado há décadas, disse em entrevista a VEJA que essa classificação seria um risco para o Brasil.
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— Quando você classifica essas organizações como terroristas, o assunto deixa de ser policial e passa a ser de segurança de Estado –, disse. Para ele, a iniciativa pode efeitos negativos para o Brasil e prejudicar a cooperação policial entre os dois países –, publicou a revista.
ORGULHO

O cão farejador Hulk, do Batalhão de Ações com Cães (BAC), que participou da maior apreensão de drogas da história do país — cerca de 48 toneladas de maconha apreendidas no Complexo da Maré (RJ),
será homenageado com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Estado do Rio. O projeto de resolução que concede a medalha ao cão foi aprovado nesta quinta-feira pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A homenagem foi proposta pelo deputado Rodrigo Amorim (PL), que afirma que é plenamente possível condecorar um animal , considerando que a medalha é destinada a personalidades.
— A atuação do cão Hulk evidencia não apenas o elevado nível de treinamento técnico dos animais empregados pelas forças de segurança, mas também atributos como disciplina, coragem e capacidade de atuação sob condições extremas — justificou o parlamentar.
VERGONHA

Depois de desfechar uma tapa no rosto da técnica de enfermagem durante um exame de imagem no hospital DF Star, em Brasília, o senador Magno Malta (PL) vai ficar impune? O caso recoloca a discussão sobre decoro parlamentar.
O episódio, tornado público por boletim de ocorrência registrado pela profissional de saúde, descreve um tapa no rosto acompanhado do xingamento «imunda» enquanto ela tentava aplicar uma injeção.
O caso teve grande repercussão, mas a narrativa apresentada pelo senador se apoia em argumentos religiosos e em eventual revisão das imagens de segurança. O histórico de Malta inclui o caso de 2007 em que ele apontou falsamente o ex-cobrador Luiz Alves de Lima como pedófilo. Esse erro levou o trabalhador a nove meses de prisão, cegueira parcial e perda da guarda da filha.
Lima processou o Estado e recebeu indenização. O caso manchou a imagem do parlamentar, que se projeta no discurso da moral cristã enquanto coleciona episódios que destoam do evangelho que prega nos púlpitos de igrejas pentecostais.
E ainda tem gente que vota num impostor desses. Ai, ai!...
OUTRAS PALAVRAS

“O ÁLCOOL MATA LENTAMENTE. NÃO NOS IMPORTAMOS, NÃO ESTAMOS COM PRESSA”. (Victor Hugo)