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Dito & Feito - Cuidado! Pesquisa 'fabricada' é crime

Viu uma pesquisa completamente diferentes das outras? Fique atento. É tanta pesquisa furada que o eleitor fica perdido

Charge de Mário Adolfo

Essa disputa de pesquisas de intenção de voto na corrida eleitoral do Amazonas está virando piada. A cada dia surge um novo instituto, do qual ninguém nunca ouviu falar, colocando na liderança justamente o candidato apoiado pelo blog que divulga o levantamento.

Embora alguns institutos considerados mais sérios apontem Omar Aziz (PSD) na liderança, outros, não tão confiáveis, garantem que ora Roberto Cidade (União Brasil) lidera, ora Maria do Carmo (PL) aparece “disparada” na frente.

Há ainda instituto mais atrevido, garantindo que David Almeida (Avante) avançou e já está empatado com Omar Aziz. Enquanto isso, a cabeça do eleitor pira.

Para avaliar a confiabilidade de uma pesquisa — seja ela científica, de mercado ou eleitoral —, não se deve simplesmente “acreditar” cegamente no resultado. É necessário analisar critérios técnicos, como metodologia, tamanho da amostra, margem de erro, transparência dos dados, fonte financiadora e credibilidade do instituto responsável.

Então, pelo andar da carruagem, as pesquisas estão errando ou é a definição do público-alvo — primeiro passo para a realização do levantamento — que não está sendo feita corretamente?

Para alguns profissionais da estatística, o que pode estar acontecendo é a realização de um verdadeiro balaio de pesquisas e, com isso, “os erros se tornam mais evidentes”.

De cada 100, cinco podem estar erradas

Pelo padrão do mercado, segundo os estatísticos, de cada 100 pesquisas, cinco podem estar erradas.

— Toda pesquisa pode errar porque não é precisa, é uma amostragem. Sempre existe a possibilidade de cair na margem de erro e no nível de confiança. Em 95% das vezes, a pesquisa vai acertar, mas restam 5% de possibilidade de erro — explica Marcos Ruben Oliveira, estatístico do DataSenado.

Questionário tendencioso

Outro fator que pode induzir ao erro é um questionário mal elaborado.

Se o entrevistador faz uma pergunta tendenciosa, provavelmente captará uma tendência que não corresponde à realidade. Para os institutos sérios e com credibilidade, “enviesar a pergunta é falta de ética ou de preparo técnico”.

Erro que ninguém esquece

Na história das eleições brasileiras, houve um erro clássico das pesquisas eleitorais que a imprensa nunca mais esqueceu. E, talvez, pelo que se vê hoje, não tenha tirado nenhum ensinamento disso.

O erro aconteceu nas eleições municipais de São Paulo, em 1985, quando levantamentos davam como certa a vitória de Fernando Henrique Cardoso para a prefeitura.

Antes mesmo da apuração, o ex-presidente chegou a tirar fotos sentado na cadeira de prefeito. Com as urnas abertas, porém, quem saiu vencedor foi o concorrente Jânio Quadros.

Netinho dançou

Mais recentemente, em 2010, também em São Paulo, os institutos apontavam Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula como favoritos às duas vagas do Senado.

Quem acabou eleito, no entanto, foi Aloysio Nunes (PSDB), deixando Netinho de fora.

Pesquisa 'fabricada' é crime

Agora, existe um probleminha para o qual os estatísticos “meia-boca” talvez não estejam atentando.

A divulgação de pesquisas “fabricadas” ou realizadas com “metodologias viciadas” pode configurar crime, com pena de até um ano de prisão e multa que pode chegar a R$ 100 mil.

A Justiça Eleitoral tem intensificado a fiscalização para barrar institutos de fachada e painéis digitais que utilizem inteligência artificial para criar eleitores falsos.

Podemos com Roberto

A presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, oficializou o apoio do partido à pré-candidatura do governador Roberto Cidade (União Brasil) à reeleição ao Governo do Amazonas.

Renata Abreu encheu a bola de Roberto e disse confiar que o governador vem fazendo uma boa administração durante o mandato-tampão.

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— Conte comigo e continue sendo esse ser humano humilde, trabalhador, que faz uma boa gestão, acredita na política e sabe que ela vai transformar o seu futuro e o futuro do Estado do Amazonas — disse Renata Abreu.

Agora vai: Cidade com a presidente do Podemos, Renata Abreu

Aliança 'duradoura'

O governador agradeceu o apoio da presidente do partido e disse que contar com uma mulher forte e com uma legenda que cresce cada vez mais fortalece uma aliança que “vai durar muitos anos”.

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— Estou convicto de que esta aliança será duradoura e pautada na ética, na competência administrativa e na crença de que a política é um instrumento eficaz para transformar a realidade do Amazonas — completou Cidade.

Uma coisa de cada vez

E, por falar em Roberto Cidade, ainda não existe nada de concreto em relação ao nome que ocupará o cargo de vice-governador em sua chapa à reeleição.

Muitos apressadinhos já publicaram que o vice será Serafim Corrêa (PSB).

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No entanto, na noite desta terça-feira (21), o próprio Serafim disse ao portal marioadolfo.com que, até o momento, nada foi confirmado.

— Uma coisa de cada vez. Ainda não conversamos sobre o assunto — desconversou Sarafa.

Eduardo, 20 pesquisas depois

Já são mais de 20 pesquisas consecutivas nas quais o senador Eduardo Braga (MDB-AM) aparece à frente na corrida pelo Senado.

“Uma posição tão consistente naturalmente incomoda os adversários”, disse ao portal marioadolfo.com uma assessora da equipe de Eduardo.

“Não é o que vemos por aí”

Prova disso, segundo a equipe do senador, é a boa recepção que Braga tem encontrado por onde passa, inclusive em Manaus,

— As agendas realizadas nos bairros mostram participação de moradores, conversas diretas e boa acolhida ao senador — garante a assessoria de comunicação.

A grandeza de Janja

Não pode soltar a mão: mesmo atacada, Janja defendeu Michelle

Desde que o marido foi derrotado nas urnas em eleições livres, Michelle Bolsonaro passou a atacar com frequência a primeira-dama Janja da Silva.

Agora, porém, enquanto é criticada pelos enteados, Michelle recebeu um apoio inesperado. E sabe de quem? Dela mesma, Rosângela da Silva, a Janja, a quem fez tanto mal.

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Apesar de figurarem em campos ideológicos opostos, mulheres da direita viram com bons olhos a manifestação da primeira-dama Janja em solidariedade a Michelle Bolsonaro (PL) e Damares Alves (Republicanos).

Não pode soltar a mão

Na última segunda-feira (13), em entrevista ao programa Frente a Frente, parceria entre Folha de S.Paulo e UOL, Janja disse que a defesa das mulheres deve ocorrer independentemente do campo ideológico.

— Primeiro, total solidariedade a elas. Qualquer mulher agredida não pode soltar a mão da outra, não importa qual seja o campo ideológico. É importante que se diga isso.

Misoginia não tem lado

A mulher de Lula disse que, no Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, sempre repete essa mensagem:

— A misoginia não tem lado. Não tem direita nem esquerda, conservador ou progressista. É uma onda que vem de todos os lados e atinge todas nós igualmente — afirmou a primeira-dama.

Sangue na Terra Yanomami

Um agente indígena de saúde, identificado como Geovane Yanomami, foi morto a tiros na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, nesta sexta-feira (17), durante um conflito entre comunidades na região do Xitei.

A informação foi confirmada pela Urihi Associação Yanomami e divulgada pelo g1 Roraima.

Armas de fogo nas aldeias

Em nota, a Hutukara Associação Yanomami prestou solidariedade à família e atribuiu a violência na Terra Indígena Yanomami ao garimpo ilegal.

A entidade afirmou que a entrada de armas de fogo e munições no território alimenta os conflitos entre comunidades e cobrou do governo federal a retirada dos garimpeiros da região, que utilizam “o armamento como moeda de troca”.

VALDEMAR ABRE A BOCA E FERRA O CENTRÃO

Presidente do PL irrita dirigentes partidários ao dizer que é “normal” que eles interfiram na destinação de emendas parlamentares

É só Valdemar Costa Neto, presidente do PL, abrir a boca para gerar uma nova crise na direita.

Agora, ele virou alvo da irritação de dirigentes partidários depois de afirmar à GloboNews que é “normal” presidentes de partidos atuarem na destinação de emendas parlamentares.

A declaração levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a pedir que dirigentes partidários esclareçam se participam da indicação de emendas.

Para esses líderes, Valdemar ampliou uma questão que antes estava restrita à situação dele próprio.

Ao colocar os demais partidos na mesma discussão, o presidente do PL abriu espaço para uma reação de isolamento. Líderes partidários relataram que vão negar a prática e deixar Valdemar sozinho nessa frente.

Valdemar teve R$ 119 milhões em bens bloqueados sob suspeita de gerenciar emendas parlamentares mesmo sem ocupar cargo eletivo.

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Ele é um dos investigados na ação sob relatoria de Dino.

Antes da declaração, o presidente do PL ainda contava com a “solidariedade” de presidentes partidários por causa da investigação. Depois de afirmar que a prática ocorre em todas as siglas, passou a ser tratado reservadamente como “algoz” por parte desses mesmos dirigentes.

ORGULHO

O atual camisa 10 do Barcelona nos braços do mais lendário camisa 10 da história do clube espanhol

Uma cena de respeito e humanidade quase passou despercebida no final da Copa do Mundo de 2026.

Depois de perder o tetracampeonato para a Espanha, Messi estava sentado no gramado, muito triste e com lágrimas nos olhos.

O craque espanhol Lamine Yamal se aproximou devagar, curvou-se para ajudar o argentino a se levantar e depois o abraçou em sinal de respeito e solidariedade.

O abraço entre os dois craques inevitavelmente remeteu à foto de 2007 em que Messi aparece dando banho em Lamine ainda bebê. A imagem voltou a circular pelo mundo nos dias que antecederam a final do Mundial, realizada neste domingo (19), revelando uma história extraordinária.

O abraço entre o brilhante adolescente espanhol Lamine Yamal e o emocionado Lionel Messi, na final da Copa do Mundo de 2026, pareceu um ato simbólico: uma passagem de bastão.

Aos 39 anos, Messi lançou um olhar longo e demorado para os torcedores argentinos que lotavam o Estádio de Nova York-Nova Jersey, nos Estados Unidos, enquanto cantavam o seu nome.

Pode ter sido a última vez em que atuou no maior palco do futebol mundial.

Enquanto o mundo assistia, Lamine Yamal consolou o grande ícone argentino. Os dois se abraçaram.

O que se viu foi o atual camisa 10 do Barcelona nos braços do mais lendário camisa 10 da história do clube espanhol.

VERGONHA

O senador Romário virou alvo de duras críticas nas redes sociais por ter deixado de lado o trabalho parlamentar no Senado para viajar aos Estados Unidos e acompanhar a Copa do Mundo.

Mesmo sem participar presencialmente das atividades legislativas, o senador manteve o salário mensal de até R$ 46 mil enquanto comentava os jogos do Mundial.

Para a atividade privada, Romário fechou parceria com a CazéTV, dividindo seus comentários esportivos com propagandas de casas de apostas. O valor do cachê do ex-jogador não foi divulgado.

A ausência física do senador pegou mal porque ocorreu justamente quando o Congresso discutia uma das principais pautas trabalhistas em debate no país: o fim da escala 6×1, proposta à qual Romário é contrário.

Enquanto milhões de brasileiros enfrentam jornadas exaustivas e aguardam mudanças nas regras de trabalho, Romário acompanhou à distância as primeiras movimentações sobre o tema.

OUTRAS PALAVRAS

“O fracasso é o tempero que dá sabor ao sucesso.” (Truman Capote)
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