
Durante entrevista ao âncora da Rede Amazônica, o jornalista Breno Cabral, nesta segunda-feira (31), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) foi arrogante, agressivo e deselegante e quase repetiu o triste episódio em que disse ter sentido vontade de enforcar a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Como todo jornalista que não passa pano para político que dá motivo para pautas polêmicas, Cabral cutucou o episódio ocorrido em março de 2025, quando o senador tucano declarou, em um evento da Fecomércio no Amazonas, que teve vontade de “enforcar” a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A fala ocorreu dias após a ministra prestar depoimento por mais de seis horas na CPI das ONGs, no Senado.
— Imaginem o que é tolerar a Marina por seis horas e dez minutos sem ter vontade de enforcá-la? — declarou Valério na reunião.
Durante a entrevista à Rede Amazônica, Breno Cabral questionou a atitude desrespeitosa do senador em relação a uma mulher que ocupava o cargo de ministra. Ele se irritou:
— Ela disse que você e eu não temos direito a uma estrada só para passear. Isso não é desrespeito, não?
Breno tentou contextualizar a pergunta:
— Mas eu já estou falando a respeito de formas duras de falar.
— Eu estou falando da forma por que eu fui desrespeitoso — respondeu, de forma ríspida.
Vou continuar desrespeitando
O apresentador questionou se a postura de Plínio ajudou a fiscalizar a política ambiental do governo ou acabou “desviando a discussão importante para o confronto pessoal”.
O senador saltou nas tamancas:
— Eu vou continuar desrespeitando a ministra enquanto ela não pedir desculpas à população do Amazonas.
“Não interessa, cara!”
O embate foi ficando pesado e Plínio Valério não conseguiu se segurar, passando a tratar o profissional de imprensa como “cara”.
— Mas de que forma isso agrega para o Amazonas? — insistiu Breno Cabral.
— Não interessa, cara! Eu estou no Amazonas para defender o amazonense. Se eu mostrar o meu trabalho e o eleitor não satisfizer, não vote em mim — respondeu, de forma ríspida, o senador.
Confira momentos da entrevista
Não gosto que me calem!
Breno Cabral ainda tentou contornar a situação, dando mais dois minutos para que Plínio fizesse suas considerações finais. Mas ele recusou:
— Não, eu não gosto quando a minha voz é calada. Obrigado!
O desrespeito continua
Não é a primeira vez que Plínio declara que vai continuar desrespeitando a ex-ministra Marina Silva, hoje candidata ao Senado pela Rede.
Em maio de 2025, em um novo embate entre ambos na Comissão de Infraestrutura, o senador reforçou que a ministra “não merece respeito”.
Indignada com a falta de respeito, a então ministra deixou a sessão.
Violência política de gênero
Por tudo isso, o senador recebeu uma reprimenda pública do comando do Senado e duras críticas de parlamentares, que classificaram o episódio como violência política de gênero. Marina Silva afirmou que não há espaço para esse tipo de declaração, que coloca em risco a vida das mulheres.
Mudar de opinião, eu?

Relator do fim da escala 6x1, o senador Omar Aziz (PSD-AM) garantiu que nada nem ninguém vai fazê-lo mudar de opinião.
Nesta terça-feira (1º), Aziz vai se reunir com empresários da indústria e do comércio que resistem ao texto.
Empresários têm cobrado que o Senado adie a votação da proposta para depois das eleições ou estabeleça novas regras de transição.
Nana, nina, não!
Mas, nesta segunda-feira (31), o senador antecipou que nem pensa em arredar o pé um milímetro de sua posição.
— Não vou mudar o relatório. Ninguém vai me convencer a mudar o relatório. Rejeitei 25 emendas. Quem quiser votar contra, que vote, se exponha. Eu não vou deixar de aprovar esse texto — detonou o senador.
Peso pesado
Omar Aziz deve enfrentar o peso pesado do empresariado brasileiro.
Devem participar da reunião Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O senador até admite aceitar emendas de redação, mas negociar mudanças mais significativas, nem pensar.
— Senão, o texto volta para análise da Câmara — avisa.
Campanha barra pesada
O candidato a deputado federal Delegado Pablo (PL) está desenterrando fantasmas que rondam a campanha do ex-governador Wilson Lima (União) ao Senado Federal.
Pablo divulgou vídeo em que recupera uma declaração do piloto Mauro Caputti Mattosinho — ex-funcionário da Táxi Aéreo Piracicaba (TAP) —, na qual ele afirma ter transportado pessoas ligadas ao PCC e cita Wilson Lima.
— Eu pilotava o avião do Beto Louco (empresário ligado ao PCC), que transportava dinheiro da facção (…) e o Wilson Lima estava sempre por lá — relata o piloto Mauro Caputti Mattosinho.
Ilações ou não…
Pablo corre o risco de enfrentar sérios problemas na Justiça diante da fragilidade da denúncia.
Afinal, uma acusação sem provas comprova algum envolvimento do ex-governador?
Principalmente porque nenhuma prova foi apresentada até agora. Até que se prove o contrário, é pura ilação.
Braga de novo
Está confirmado. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) deve ser o relator do projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).

Em Brasília, a imprensa deu a notícia citando o senador amazonense como “aliado de Lula”.
Minerais críticos
Segundo o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a matéria será votada na próxima semana.
O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio deste ano e, desde então, estava parado no Senado, assim como outras matérias prioritárias do governo.
Suspensa campanha de Renan
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da campanha de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República.
A medida impede a realização de propaganda eleitoral pela chapa, suspende repasses do Fundo Eleitoral e retira dos candidatos o direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
Campanha irregular
A decisão foi tomada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31).
Ao justificar a decisão cautelar, Toffoli afirmou ser necessário interromper os benefícios que, segundo o ministro, teriam sido obtidos de maneira irregular em razão da omissão de endereços.
ÚLTIMA HORA
ORÇAMENTO DE 2027 JÁ ESTÁ NO CONGRESSO — Governo calcula sair de um déficit efetivo de 0,4% do PIB em 2026 para um resultado positivo pouco superior a 0,1% no próximo ano

A proposta de Orçamento para 2027 do governo Lula foi enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. O governo prevê um superávit primário efetivo pouco acima de 0,1% do Produto Interno Bruto. O resultado considera inclusive despesas que ficam fora da meta fiscal, mas ainda é insuficiente para estabilizar a dívida pública.
O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) estabelecerá formalmente uma meta de superávit de 0,5% do PIB, equivalente a R$ 73,2 bilhões. A diferença para o resultado efetivo se dá porque precatórios e outros gastos autorizados por lei podem ser retirados do cálculo da meta.
Em entrevista ao Valor Econômico, Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, explicou que o governo calcula sair de um déficit efetivo de 0,4% do PIB em 2026 para um resultado positivo pouco superior a 0,1% no próximo ano. A melhora corresponderia a um esforço fiscal de cerca de 0,5 ponto percentual do PIB.
A proposta também altera a composição dos gastos. As despesas obrigatórias submetidas ao limite fiscal devem subir de 6,8% a 6,9% em termos nominais, abaixo dos 7,7% de correção do teto permitidos pelo arcabouço fiscal.
Com isso, o governo estima aumentar em cerca de 20% as despesas discricionárias, hoje próximas de R$ 180 bilhões. Essa parcela do Orçamento inclui investimentos e outros gastos que podem ser administrados pelo Executivo.
ORGULHO

Em Itapira, no interior de São Paulo, pesquisadores do laboratório brasileiro Cristália desenvolvem uma vacina contra a nicotina para ajudar pessoas que querem parar de fumar a evitar recaídas. O projeto está em fase inicial de pesquisa e, até agora, foi testado somente em animais. O Cristália é o mesmo laboratório que produz a polilaminina, da doutora Tatiana Sampaio.
— Nossa vacina foi concebida para interromper esse ciclo ao impedir que a nicotina chegue ao cérebro em quantidade suficiente para ativar esse mecanismo — explica o médico Ogari Pacheco, fundador do Cristália e responsável pela ideia que deu origem ao projeto.
Os primeiros resultados foram apresentados pelo laboratório na última quinta-feira (27), em Jaguariúna (SP).
VERGONHA

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, no dia 30 de agosto de 2026, em São Paulo.
A associação ao termo “torturador” reflete o contexto de graves denúncias feitas por organizações internacionais de direitos humanos contra a política de segurança pública de El Salvador. O governo salvadorenho, liderado por Nayib Bukele, enfrenta acusações recorrentes de tortura, prisões arbitrárias em massa e mortes sob custódia.
OUTRAS PALAVRAS

“ESQUEÇAMOS COM GENEROSIDADE AQUELES QUE NÃO NOS PODEM AMAR.” (Pablo Neruda)