Por que o presidente dos Estados Unidos, depois de estender tapete vermelho para receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Casa Branca, decidiu classificar grupos criminosos brasileiros como facções terroristas?
De acordo com especialistas em geopolítica, economia e relações internacionais, trata-se da nova abordagem do governo Donald Trump em relação à América Latina, que estabelece uma “soberania restrita” para as nações da área. Segundo esses especialistas, essa ação teria a intenção de sujeitar as decisões do Brasil aos interesses de Washington, podendo ser utilizada como justificativa para intervenções políticas.
Em novembro de 2025, a administração Trump divulgou a nova Estratégia Nacional de Segurança, estabelecendo que Os Estados Unidos precisavam reforçar sua dominância na América Latina.
O docente de relações internacionais da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Borba Casella, considera que, com essa classificação, Trump pode repetir a ação que realizou contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua companheira, Cilia Flores, que foram detidos em Caracas no dia 3 de janeiro.
— O reconhecimento de um grupo como organização terrorista, segundo a legislação dos Estados Unidos, autoriza o governo americano a agir contra membros dessas entidades sem precisar declarar guerra ou obter autorização do Congresso –, diz o especialista.
Soberania limitada
Já o especialista em relações internacionais, Francisco Carlos Teixeira da Silva, que atua na área de ciência política, também defende que essa decisão está alinhada à “doutrina da soberania limitada”, a qual tem sido intensificada durante a administração de Trump.
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Segundo ele, a intenção de Washington com essa estratégia é enfraquecer a autonomia das nações e reposicionar os Estados Unidos como líderes líderes hegemônicos nas Américas.
Para ele, os Estados Unidos deixam claro que a soberania das nações da América Latina é restrita pelos interesses dos americanos.
— Eles têm a capacidade de intervir sempre que considerem necessário, de acordo com suas diretrizes –, afirmou o professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Já fez isso com México

A maior provas de que essa é a nova estratégia de Donald Trump – como se fosse o xerife do mundo –, é que o mesmo tratamento está sendo dado ao México.
A presidente Claudia Sheinbaum fez fortes acusações contra determinados setores do governo dos Estados Unidos.
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Segundo ela, campanhas midiáticas e de desinformação estariam sendo orquestradas com o objetivo de interferir nos assuntos internos mexicanos, mirando especialmente as eleições de 2027.
Pretexto
A reação da mandatária mexicana surge em um contexto de tensões elevadas, com o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, tendo cogitado ações militares contra o México para combater o narcotráfico.
Recentemente, o secretário de Estado americano também ameaçou agir unilateralmente na América Latina, caso considerado necessário, reafirmando a justificativa de combate aos cartéis.
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Foi um sinal de que o foco também seria direcionado ao Brasil. O que acaba de ser confirmado.
Vai pegar
O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, apelidou de “TariFlávio” o episódio envolvendo a nova taxação proposta pelo governo de Donald Trump contra o Brasil e responsabilizou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela escalada de pressão dos Estados Unidos sobre a economia brasileira.
Arregou
E por falar no “rachadinha”, o cara faz m(*) e depois se arrepende.
Nesta terça-feira (2), Flávio disse que enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo para que o governo norte-americano não aplique novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Prejudicou o Brasil
Na carta, o traidor da Pátria – que dá um tiro no pé atrás do outro –, tenta consertar o estrago argumentando que uma eventual medida tarifária teria efeitos negativos para a população brasileira, diante de uma situação econômica que ele classificou como adversa.
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— A imposição de novas tarifas causaria sérios danos ao povo brasileiro –, afirma o pré-candidato a presidente da extrema-direita.
Lançamento do PL deu xabu
A cerimônia, que tinha como objetivo lançar as pré-candidaturas de Maria do Carmo (ao Governo) e do deputado federal Capitão Alberto Neto (ao Senado) deu xabu.
Foi um fiasco marcado por atrasos de duas horas, cadeiras vazias e um público abaixo do esperado.
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O evento, que pretendia ser uma demonstração de força do PL, acabou gerando desconforto nos bastidores e discussões políticas devido a algumas declarações de Valdemar Costa Neto.
Valdemar irrita Madu
Em Manaus, o presidente nacional do PL reafirmou que a decisão sobre a escolha do vice-governador e a condução da legenda no Amazonas “dependem do presidente estadual do partido, Alfredo Nascimento”.
Madu não gostou nadica de nada de saber disso e a rebater a declaração, afirmando que a hierarquia não interferiria na sua independência
“Não manda em mim”

Durante uma entrevista no evento, ao se questionada sobre a fala de Valdemar, a candidata a governadora disse que até respeita a hierarquia, mas deu a entender que, na sua chapa, manda ela.
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— Hoje sou uma pré-candidata e me sujeito às regras do partido. O que ele quis dizer é que Alfredo conduz o processo partidário no estado, não que manda em mim ou nas minhas decisões pessoais –, detonou.
Declarações desastrosas

Aliás, Valdemar é “craque” em fazer colocações desastrosas. Toda vez que tenta consertar algum deslize de seus aliados, acaba cometendo um maior.
As mais recentes envolvem "sincericídios" em que ele tentou defender aliados, como ao admitir que Flávio Bolsonaro visitou o banqueiro Daniel Vorcaro "para ver se conseguia o resto do dinheiro".
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Também deu um tiro no pé quando afirmou no passado que houve planejamento de golpe no Brasil, mas que "planejar não é crime".
Perguntar não ofende
Se os caciques de extrema-direita do PL – Alfredo Nascimento, Maria do Carmo e Alberto Neto –, não conseguem se entender num evento, imagina governando um estado?
MATANÇA DE INDÍGENAS – Amazonas lidera a estatística, saltando de 36 homicídios, em 2023, para 73 em 2024

O Atlas da Violência 2026 aponta que a taxa de homicídios contra povos originários cresceu substancialmente no Amazonas em 2024. O estudo aponta que o estado lidera a estatística, saltando de 36 homicídios, em 2023, para 73 em 2024, duplicando o número de indígenas mortos em apenas um ano. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), no jornal Nexo.
Segundo o Atlas, o aumento dos casos foi de 102,8% na taxa de letalidade da violência contra indígenas, o que coloca o Amazonas entre os epicentros da violência contra povos originários no país.
O estudo aponta que o Estado do Amazonas lidera a estatística, saltando de 36 homicídios, em 2023, para 73 em 2024, duplicando o número de indígenas mortos em apenas um ano.
Segundo o Atlas, o aumento dos casos foi de 102,8% na taxa de letalidade da violência contra indígenas, o que coloca o Amazonas entre os epicentros da violência contra povos originários no país.
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A taxa de homicídios de indígenas no estado subiu de 21,4 para 47,8 homicídios por 100 mil pessoas, uma variação de 123,4%, que sinaliza para o agravamento da violência contra essas populações.
O Amazonas, segundo o Censo Demográfico do IBGE, é o estado que possui a maior população indígena do Brasil, com 490.935 pessoas autodeclaradas indígenas.
Esse número representa quase um terço (aproximadamente 29%) de toda a população indígena do país.
ORGULHO

A transformação de espaços urbanos através da despavimentação está ganhando força em várias cidades no mundo. A Depave, uma organização de Portland, nos Estados Unidos, liderada por Katherine Rose, exemplifica essa tendência ao converter áreas de concreto em espaços verdes. Desde sua criação em 2008, a Depave já transformou cerca de 33 mil metros quadrados em Portland, promovendo a absorção de água da chuva e o crescimento de plantas nativas. Essa ação reduz o risco de inundações e contribui para a saúde mental da população.
Além dos esforços voluntários, é essencial o envolvimento de autoridades e investimentos para ampliar o impacto dessas iniciativas. O aquecimento global impulsiona cidades ao redor do mundo a integrar a despavimentação em suas estratégias de adaptação climática. Cidades como Hamilton, no Canadá, através da Green Venture, e Leuven (em tradução , na Bélgica, demonstram o crescente reconhecimento da importância da despavimentação.
VERGONHA
❓ENTRE DISCURSO E A ASSINATURA✍️
— Mário Adolfo Filho (@marioadolfo) June 1, 2026
1️⃣ O senador Plínio Valério publicou vídeos nas redes defendendo os trabalhadores;
2️⃣ Mas no Senado, ele assinou a PEC 12/2026, que cria um regime alternativo de contratação por horas trabalhadas fora das regras tradicionais da CLT;
3️⃣ Para os… pic.twitter.com/xQB1DyCe4S
Rindo de quê? – Plínio diz que é a favor do trabalhador, mas assinou PEC da escravidão
Único senador da bancada amazonense que assinou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, que proposta que cria a possibilidade de trabalhadores optarem por um regime flexível de jornada, com remuneração proporcional às horas efetivamente trabalhadas, Plínio Valério (PSDB) se recusou a comentar sobre o assunto ao ser procurado. Parlamentares da esquerda classificaram a proposta como um grave retrocesso trabalhista e uma tentativa de boicotar o fim da escala 6x1 com um mecanismo de precarização que cria, informalmente, uma "escala 7x0".
Depois de assinar a chamada PEC da escravidão, o tucano de Eirunepé vai para as redes sociais e diz que defende o debate sobre “mais qualidade de vida, dignidade e valorização para os trabalhadores brasileiros”. E que votaria a favor do fim da escala de trabalho 6×1.
— A minha declaração é votar sempre ao lado do trabalhador, sempre ao lado das categorias. Sei o que é ser trabalhador!
Que político é esse, hein?
OUTRAS PALAVRAS

"OS CÍNICOS PODEM FALAR MAIS ALTO. MAS EU TE GARANTO, ELES SÃO OS QUE VÃO CONQUISTAR MENOS." (Barack Obama)