
O candidato a presidente da extrema-direita, Flávio Bolsonaro, vive criticando o governo do presidente Lula, afirmando que é o Brasil “precisa de renovação” e que os programas sociais do presidente são assistencialistas e que Lula “está destruindo o Brasil. O candidato do PL também critica a forma como o governo Lula conduz a transferência de renda, defendendo que os auxílios devem vir acompanhados de capacitação profissional e acesso ao mercado de trabalho.
Mas de repente, como se tivesse duas personalidades, passou a veicular spots de propaganda de sua campanha onde exalta os programas sociais do governo petista, reforçando ם mesmo que não tenha essa intenção –, que Lula está no caminho certo.
No filme, Flávio é perguntado sobre os programas mais importantes de Lula e responde com um sonoro “continua”.
— E o Bolsa Família, continua? – pergunta o locutor publicitário. E Flávio responde sorridente:
— Continua!
— E o Farmácia Popular?–, insiste o locutor.
— É claro que vai continuar!
— E o Minha Casa Minha Vida, continua?
— Continua! – garante Flávio.
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No caso do filho 01 e Jair Bolsonaro, chamam atenção algumas mudanças de discurso em temas sensíveis para boa parte do eleitorado. Depois de anos de vida pública dedicados a criticar o Bolsa Família e seus beneficiários, ele agora diz que vai manter o programa. Não é diferente com o Farmácia Popular, que inclusive foi alvo de cortes no governo de Jair Bolsonaro.
Pega na mentira
Ninguém sabe a quem Flávio quer enganar.
Aliás, sabemos sim: ele quer enganar o eleitor que já desconfia que essa promessa de que não vai mexer nos programas sociais de Lula é pura enganação, mais uma de suas 40 mentiras pregadas nesta eleição.
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Como é que alguém que sempre criticou o “Bolsa Família”, “Minha Casa, Minha Vida”, “Pé de Meia”, etc., vai mudar assim, de uma hora pra outra?
Vai cortar Farmácia Popular
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Flávio rachadinha Bolsonaro (PL) mente ao negar que cortaria o Farmácia Popular caso seja eleito presidente.
A campanha do candidato do PL à Presidência afirma que manterá o programa.
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Criado em 2004, no 1º mandato de Lula, o Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens de saúde em estabelecimentos credenciados. A lista inclui medicamentos para hipertensão, diabetes e asma, além de fraldas geriátricas e absorventes.
Mentira tem perna curta
Lula também disse que o adversário deixaria de conceder reajustes do salário mínimo acima da inflação.
— Ô Flávio, o que é triste é que quem conta a 1ª mentira passa o resto da vida mentindo para justificar a 1ª mentira. Não minta, porque mentira tem perna curta. […] Você vai cortar os benefícios do povo. É assim que seu pai fez. Você vai cortar o Farmácia Popular –, detonou Lula em vídeo nas redes sociais.
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A maior prova de que Flávio não pretende continuar o Farmácia Popular é que seu plano de governo apresentado ao TSE não cita o programa.
Mente até pra Santa

Até quando o assunto é Nossa Senhora Aparecida, Flávio continua mentindo.
O senador precisou negar o que alguns de seus apoiadores mais próximos defendem.
Depois dos boatos de que ele, se eleito, pretendia destituir a santa do posto de padroeira oficial do Brasil, o que causou um desgaste político junto ao eleitorado católico,
Flávio precisou negar publicamente e classificar como fake News.
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No entanto, é público que essa ideias são defendidas historicamente por alguns de seus aliados religiosos mais próximos da ala evangélica neopentecostal.
Santo do pau oco
Como estratégia para reverter o impacto negativo, ele chegou a participar de uma missa católica na Catedral de Brasília e a posar levantando a imagem da santa durante uma caminhada em São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas.
Duas caras
O fim da escala 6×1, no entanto, talvez seja o assunto em que a mudança de posição de Flávio mais chamou atenção.
Embora defenda que o trabalhador receba por hora e negocie diretamente com o empregador, na última hora, decidiu votar a favor da PEC aprovada no Senado na noite de quarta-feira (14).
Rei morto...
Em tempos de política, nunca o adágio popular “rei morto, rei posto” esteve tão em voga.
Exemplo que estamos presenciando no pós-primeiro turno é o da deputada Joana Darc (União), que sempre foi “fiel” (pero no mucho) ao ex-governador Wilson Lima (União).
Reprovado nas urnas e fora do poder, Wilson perdeu todos os aliados que juravam fidelidade a ele.

...rei posto!
Nem bem acabou a eleição e La Darc – que se elegeu de forma robusta para a Câmara dos Deputado –, já pulou para o lado de Omar Aziz, possivelmente o próximo governador eleito, se forem confirmados os números das últimas pesquisas.
Agora Joana é Omar “desde pequenininha”.
Aprendemos com os europeus
Aliás, "rei morto, rei posto" é um ditado popular muito utilizado no Brasil, mas a sua origem é antiga e remonta aos rituais das monarquias europeias.
Significa que uma pessoa que perde o cargo, o poder ou uma posição de destaque é substituída imediatamente por outra.
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Serve também para deixar claro que ninguém é insubstituível e que o "trono" ou o espaço de comando não pode ficar vazio.
No popular, até “puxa-saquismo” tem prazo de validade.
ÚLTIMA HORA
ALIADO DE FLÁVIO BOLSONARO É PRESO – Polícia Federal prende Márcio Canella aliado próximo do candidato a presidente

O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella foi preso pela Polícia Federal (PF). A prisão ocorreu em 15 de outubro de 2026, durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Canella é um aliado político próximo de Flávio Bolsonaro, tendo recebido apoio público do senador e chegado a indicar Rogéria Bolsonaro (mãe de Flávio) como suplente em sua antiga pré-candidatura ao Senado. Junto com Márcio Canella (União Brasil) – segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026 –, também foram presos o ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim e outros quatro policiais civis.
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O grupo é investigado por integrar uma organização criminosa armada que utilizava uma rede de postos de combustíveis (cerca de 96 estabelecimentos) para lavagem de dinheiro, corrupção, formação de cartel e venda ilegal de combustíveis, com um esquema que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões.
ORGULHO

Aos 25 anos, a jovem Helen Jaine Gomes Borgens fez história como a primeira quilombola aprovada no concurso para diplomata no Brasil. Da comunidade quilombola do Retiro, em Simolândia (GO), ela conquistou uma vaga na carreira diplomática e agora seguirá para a formação no Instituto Rio Branco. As informações são do portal SoNotíciaBoa
A conquista é ainda mais simbólica porque o concurso de 2026 foi o primeiro da carreira diplomática a reservar vagas específicas para pessoas quilombolas e indígenas. Das 60 oportunidades oferecidas, apenas uma era destinada a candidatos quilombolas, justamente a vaga conquistada por Helen.
Helen nasceu em Goiânia, mas cresceu ligada à comunidade do Retiro, em Simolândia, no nordeste de Goiás. Ela estudou no Colégio Estadual Elvira Leão Barreto e passou boa parte da infância perto dos familiares que vivem na região quilombola.
A maior inspiração nos estudos veio de dentro de casa. Helen aponta a avó, Brasilina Duques Borges, conhecida como Dona Miúda, como uma das principais responsáveis pela valorização da educação na família.
VERGONHA

E o senador bolsonarista Hamilton Mourão, hein? Sempre contra os trabalhadores. Em votação quase unânime, o Senado aprovou nesta quarta-feira (14/10) o fim da escala 6x1. Nos dois turnos de votação, o placar foi de 75 a 1. E adivinhem quem foi o único a votar contra nos dois turnos? Ele mesmo, o general Hamilton Mourão (Republicanos-RS), militar e vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL).
Mourão não discursou durante os debates que precederam a votação, mas deu uma entrevista ao portal Intercept defendendo sua posição.
– Trabalhadores perderão emprego, o Estado vai perder renda, o Estado vai perder arrecadação –, argumentou Mourão, que já havia votado contra a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Dada a ampla aprovação popular da medida apontada por pesquisas de opinião, a mudança recebeu o apoio tanto de parlamentares governistas quanto da oposição, embora a proposta tenha se tornado uma importante bandeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Só Mourão destoou desse posicionamento entre os senadores da oposição presentes na sessão.
OUTRAS PALAVRAS

“UM VOTO É COMO UM RIFLE: SUA UTILIDADE DEPENDE DO CARÁTER DE QUEM USA”, Theodore Roosevelt (ex-presidente americano)