
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), colocou para cima do colega Alexandre de Moraes. Retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que detalha a relação entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Só que, 24 horas depois, vazou para a imprensa que o mesmo André Mendonça – que jogou Xandão no inferno – também teve um encontro com Vorcaro, em março de 2025, em um instituto fundado pelo ministro, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo próprio magistrado em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e também em nota ao UOL.
A reunião entre Mendonça e Vorcaro foi articulada pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). O encontro aconteceu às 17h do dia 14 de março, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Ao Estadão, o ministro disse que a conversa durou de 20 a 30 minutos.
Parece que nessa história não tem santo, apesar de alguns serem evangélicos. O ministro Mendonça disse ao jornal que o encontro foi intermediado por Madureira, a pedido de pessoas próximas à Igreja Batista da Lagoinha. O ministro, conhecido por ser evangélico, integra a Igreja Presbiteriana. Já Cezinha de Madureira pertence à Assembleia de Deus Ministério de Madureira.
Mendonça que se cuide
É visível que o ministro André Mendonça passa pano para os escândalos protagonizados pelos bolsonaristas e persegue quem vira obstáculo para os interesses dos aliados e familiares do ex-presidente de extrema-direita.
Hoje mesmo, o colunista de O Globo Lauro Jardim publica um recado ao ministro:
“André Mendonça que se cuide – diz a nota. Na PF, cresceu exponencialmente desde ontem o sentimento de vingança pelo que consideram uma cruzada do ministro do STF para desmoralizar Andrei Rodrigues.”
O troco não vai tardar
Segundo Jardim, em reunião tensa, Alexandre de Moraes cobrou de Mendonça se estava sendo investigado.
“Diz um delegado em posto de comando na PF:
— O troco não vai tardar”, escreveu o jornalista de O Globo.
Blindando bolsonaristas
Um desses “trocos” está relacionado ao que uma ala da PF costuma repetir sobre uma suposta blindagem que Mendonça teria feito, ao longo do último ano, a investigados próximos ao bolsonarismo, como o ex-governador Cláudio Castro.
Favorecendo Nunes

Uma prova da relação de André Mendonça com os bolsonaristas vem sendo duramente criticada – e com razão.
Investigações apontam que o Instituto Iter, fundado pelo ministro do STF, fechou um contrato sem licitação de R$ 380 mil com a gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que também é bolsonarista.
Conflitos de interesse
Críticos e opositores políticos têm utilizado expressões como “blindagem” para sugerir que a transação financeira sem concorrência pública poderia gerar potenciais conflitos de interesse ou alinhamentos políticos favoráveis a Nunes no Judiciário.
Perguntar não ofende

Os presidenciáveis de direita Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema avaliam que o ministro Alexandre de Moraes perdeu as condições de continuar no STF. Bem a propósito: e Flávio Bolsonaro – que também mamou no Banco Master –, também perdeu as condições de ser candidato a presidente do Brasil?
Mais um bolsonarista
Pelo Instituto Iter, o contrato foi firmado por Victor Godoy Veiga, que assumiu a presidência da instituição após ter ocupado o cargo de ministro da Educação durante o governo Jair Bolsonaro.
MPF mira Plínio
Filho de Eirunepé, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) até que estava bem-intencionado ao enviar para sua terra natal a bagatela de R$ 990,3 mil, em emendas, para a saúde do município.
Só que agora o Ministério Público Federal (MPF) quer saber como foi usada a babita, depois de receber informações apontando possíveis problemas na aplicação da grana. E já abriu investigação para isso.
Cadê a babita, Raylan?
De acordo com informações do portal AM1, na época em que o dinheiro foi repassado a Eirunepé, o município era administrado pelo então prefeito Raylan Barroso (União Brasil).
Cutucando onça

Durante o debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre o fim da escala de trabalho 6x1, o senador Rogério Marinho (PL-RN) cutucou onça com vara curta. Bolsonarista, o líder da oposição afirmou que a redução da jornada sem diminuição dos salários elevaria os custos das empresas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.
— É óbvio, é ululante, é claro, é transparente, é cristalino. E quem diz o contrário ou tem má-fé ou é burro! – acusou Marinho, completando que “isso indigna. É você aproveitar um momento como esse para subverter o país em nome de um projeto de poder”.
Omar bate de frente
O relator da PEC que acaba com a escala 6x1, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu ao ataque de Rogério Marinho, afirmando que a declaração atingia parlamentares favoráveis à proposta, inclusive integrantes do próprio PL.
— Eu acho que o senador Rogério Marinho se exaltou, chamou gente de burro, leviano e incompetente. Palavras duras para colegas – retrucou Omar.
Burros do PL
O senador do Amazonas citou o apoio de deputados do PL à proposta na Câmara e questionou se Marinho estendia as críticas aos correligionários.
— Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra? – perguntou.
PEC dos patrões
Aziz também acusou Marinho de defender uma proposta voltada aos interesses dos empregadores.
Segundo Omar, as emendas apresentadas não ampliariam benefícios aos trabalhadores e algumas permitiriam negociações individuais entre empregados e empregadores.
— A sua PEC é, sim, um projeto para patrões. Acordo individual, senador Rogério, é assédio ao trabalhador, sim. Acordo coletivo, não. Eu não defendo assédio ao trabalhador, eu defendo o acordo coletivo – declarou.
ÚLTIMA GORA
QUEM TRAIU QUEM? – David Almeida diz que Marcos Rotta não faz falta e lembra que ele já rompeu com Omar Aziz, Arthur Virgílio, Eduardo Braga e agora com ele
Na entrevista concedida ao G6 – grupo formado pelos portais BNC, Hiel Levy, marioadolfo.com, Portal Único, Amazonas Atual e MarcOs Santos –, o candidato a governador David Almeida (Avante) foi provocado por um dos jornalistas.
— O senhor sente falta do seu ex-vice-prefeito e chefe de gabinete Marcos Rotta?
— De forma alguma, de forma alguma – respondeu o ex-prefeito. – A gente tem um grupo muito forte, consolidado, e o que acontece é que o grupo do Roberto Cidade e do Wilson Lima é tão fraco que eles precisam se reforçar com um time forte dos outros. E quem sai daqui é substituído por alguém à altura ou até melhor. Não faz falta quem saiu… não faz falta, porque, se fizesse falta, eu estaria falando.
— Mas saiu dizendo que foi apunhalado pelo senhor – provocou outro jornalista.
— Olha só, o Rotta fez isso com o Omar, com o Amazonino, com o Eduardo Braga, com o Arthur e comigo. Para ele isso é normal. Ele saiu porque quis.
Marcos Rotta, que já foi deputado estadual, deputado federal, aliado de Omar Aziz, vice-prefeito de Arthur Virgílio e secretário de Obras de Amazonino Mendes, abandonou o grupo político de David Almeida dizendo que esperava ser lançado candidato ao Senado. Não foi e se sentiu traído. Em seguida, disse que iria anunciar “em breve” quem seria seu candidato ao governo. E fez isso ao se juntar ao governador tampão Roberto Cidade (União), adversário de David Almeida na eleição ao governo do Estado.
ORGULHO

Olha só que legal! A Ferrari decidiu transformar o GP da Itália deste fim de semana (05 e 06/09) em uma grande homenagem a Schumacher, exatamente 30 anos depois da primeira temporada do alemão pela equipe. Além de levar para a SF-26 referências ao carro usado em 1996, a escuderia colocará novamente na pista um dos modelos mais marcantes da trajetória do piloto.
O Ferrari F2002, utilizado durante uma das temporadas mais dominantes de Schumacher, será conduzido em Monza por dois pilotos com forte ligação com o heptacampeão. Rubens Barrichello assume o carro no sábado, enquanto Sebastian Vettel fará a exibição no domingo.
VERGONHA

O pau está comendo no meio da direitona bolsonarista. Nesta quarta-feira, Eduardo Bolsonaro jantou a senadora Damares Alves, uma das mais fiéis bolsonaristas.
A decisão da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) de deixar os trabalhos relacionados à elaboração do plano de governo do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi duramente criticada pelo ex-deputado que fugiu para os EUA.
O número 2 contestou publicamente a versão apresentada pela parlamentar sobre sua participação no processo. A manifestação ocorreu após Damares afirmar que havia se afastado da equipe responsável pela construção do programa de governo em razão de ataques recebidos de setores da própria direita. Segundo Eduardo, a senadora não integrava o plano de governo bolsonarista.
OUTRAS PALAVRAS

“NO BRASIL DE HOJE, OS CIDADÃOS TÊM MEDO DO FUTURO. OS POLÍTICOS TÊM MEDO DO PASSADO.” (Chico Anysio)