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Em mensagens vazadas, médica diz que errou no 'Caso Benício'; leia

As conversas, que vieram a público nesta sexta-feira (28), teriam sido enviadas ao diretor de plantão da unidade, Dr. Enryko Garcia de Carvalho Queiroz, no momento em que o paciente apresentou piora clínica

Médica pediu ajuda pelo Whatsapp

Mensagens atribuídas à médica Juliana Brasil Santos, que atendia o menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, no Hospital Santa Júlia, em Manaus, revelam que ela reconheceu ter cometido um erro na prescrição de um medicamento antes da morte da criança. O caso ocorreu no último fim de semana e está sob investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

As conversas, que vieram a público nesta sexta-feira (28), teriam sido enviadas ao diretor de plantão da unidade, Dr. Enryko Garcia de Carvalho Queiroz, no momento em que o paciente apresentou piora clínica. Nas mensagens, a médica relata que prescreveu adrenalina para inalação, mas que o medicamento foi administrado por via intravenosa.

Conversas entre ela e outro médico no Santa Júlia

“Urgente. Prescrevi inalação com adrenalina e acabaram fazendo EV. Paciente tá passando mal”, escreveu a médica. Em seguida, ela admite o erro e pede ajuda ao diretor: “Pelo amor de Deus, eu errei a prescrição. Paciente desmaiou. Me ajuda”. Ainda segundo os registros, outros profissionais foram acionados para auxiliar no atendimento.

Benício deu entrada no hospital no sábado (23) com sintomas de laringite. Após a aplicação do medicamento de forma incorreta, ele teve uma piora no quadro clínico e foi transferido para a UTI, onde faleceu na madrugada de domingo (24).

A PC-AM instaurou inquérito e apura a conduta da médica e da técnica de enfermagem que realizou a aplicação da substância. O caso foi inicialmente classificado como homicídio doloso, quando há intenção ou o risco assumido de causar a morte.

Família acusa erro médico após morte de Benício, 6, em hospital particular de Manaus
Segundo o pai, a médica responsável teria prescrito três doses de adrenalina aplicadas diretamente na veia, com intervalo de 30 minutos
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