O delegado João Tayah, escolhido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Amazonas, defendeu que o bolsonarismo seja classificado como organização terrorista. A declaração, feita após sua oficialização na convenção da legenda, colocou o candidato no centro de uma das primeiras polêmicas da disputa eleitoral no Estado.
A manifestação ocorre em um cenário de forte polarização política e tende a provocar reações entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e lideranças da direita. Ao mesmo tempo, deve ser explorada por setores da esquerda que defendem punições mais rigorosas a envolvidos em atos considerados antidemocráticos.
João Tayah foi oficializado como candidato durante a convenção do PT realizada no último sábado. Com a saída de José Ricardo da disputa por uma vaga na Câmara Federal, ele passou a representar a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, na corrida eleitoral no Amazonas.
O delegado tenta chegar pela primeira vez ao Congresso Nacional. Em 2020, recebeu 2.945 votos na eleição para vereador de Manaus e terminou como primeiro suplente do partido. Dois anos depois, obteve 9.422 votos para deputado estadual, ficando na segunda suplência da legenda.
A declaração sobre o bolsonarismo passa a ser um dos primeiros temas de destaque da campanha de Tayah e deve ampliar o debate sobre os limites do discurso político e a responsabilização de grupos envolvidos em atos de violência ou ataques às instituições democráticas.
Até a publicação desta reportagem, o candidato não havia divulgado uma proposta legislativa detalhando como pretende viabilizar o enquadramento defendido.