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Espetáculo estreia nesta sexta-feira com reflexões sobre morte, luto e transformação

Com entrada gratuita, montagem do NITAP será apresentada no Teatro da Instalação, às 20h, com histórias inspiradas nas periferias de Manaus e Macapá

Foto: Henrique Campelo

O que acontece quando um ciclo chega ao fim? A morte, o luto e as possibilidades de transformação são o ponto de partida do espetáculo “P. Help - Inquietudes com o Fim”, que estreia nesta sexta-feira (23/10), às 20h, no palco do Teatro da Instalação, localizado na Rua Frei José dos Inocentes, no Centro Histórico de Manaus. Com entrada gratuita e classificação indicativa de 16 anos, a montagem do Núcleo de Investigação do Trabalho de Ator/Atriz/Performer (NITAP) propõe uma experiência cênica inspirada em narrativas das periferias amazônicas.

Com direção e dramaturgia de Wellington Dias, o espetáculo estabelece, ao longo de 70 minutos, um diálogo entre procedimentos teatrais e performatividade, explorando diferentes formas de mostrar o encerramento de ciclos.

“‘P. Help - Inquietudes com o Fim’ parte do tema da morte ou do encerramento do ciclo de vida como estímulo inicial para refletir sobre as ideias de transformação, renovação e luto. A encenação é composta por fragmentos de histórias e narrativas que se passam em regiões periféricas amazônicas, tendo como principal inspiração bairros de Manaus e Macapá”, explica Wellington Dias.

“A peça reúne silêncios, falas urgentes e personagens que se constroem e se desconstroem diante do público”, completa o diretor.

Projeto

A pesquisa que deu origem a “P. Help - Inquietudes com o Fim” começou em maio de 2025, com um laboratório envolvendo atrizes, atores e performers. A partir de experimentações sobre percepções e narrativas relacionadas ao fim, a investigação foi gradualmente estruturada até chegar à montagem.

As ações do projeto tiveram início em 17 de setembro deste ano, no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, no Sambódromo, e seguiram com ensaios abertos em diferentes espaços: Sala Selma Bustamante, na Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (ESAT/UEA) e Casa Teatro Taua-Caá, na Zona Norte.

O projeto também promoveu uma oficina com Wellington Dias, realizada em 22 de setembro, na Fundação Tarumã de Artes Integradas. As atividades integraram o processo de criação e aproximação com o público.

“Os ensaios abertos e as atividades formativas permitiram que o percurso de criação também fosse compartilhado”, afirma Wellington Dias.

Após a estreia, “P. Help - Inquietudes com o Fim” terá mais duas apresentações gratuitas, nos dias 29 e 30 de outubro, às 19h, no Teatro Américo Alvarez, localizado na Rua Ramos Ferreira, 1572, no Centro.

O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), no Edital de Multilinguagens, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executado pelo Governo do Amazonas, via Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Ficha técnica

Além de Wellington Dias, responsável pela direção e dramaturgia, “P. Help - Inquietudes com o Fim” conta com produção executiva de Henrique Campelo. O elenco é formado por Anna Ângelo, Elias Difreitas, Gabi Miranda, Mirian Laphaeth, Roberta Lavor e Thiago Assis.

A direção de arte e a cenografia são de Francisco Ricardo, com consultoria em figurino de Lú de Menezes, iluminação de Paulo Martins e composição da trilha sonora de Weslen White.

A identidade visual é de Isadora Lêda e Erick Lêda. A assessoria de imprensa é de Manuella Barros, e o gerenciamento de redes sociais fica a cargo de Gabi Miranda e Mirian Laphaeth.

Sobre o diretor

Wellington Dias é ator, performer, diretor teatral, produtor cultural e professor do curso de Teatro da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (ESAT/UEA). Possui mestrado e bacharelado em Direção Teatral pelo RITCS School of Arts, na Bélgica, e bacharelado em Interpretação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Fundador do NITAP, em Manaus, coordena o projeto de extensão Circuito Fissura: Teatro e Produção Cultural, da UEA. Também atua como curador e produtor da Tecno Barca: Residência e Festival de Artes e do Gira Teatro Festival, no Amapá.

Como ator, integrou os espetáculos “[B]ERRANTES”, do Gira Mundo e La Corte de los Milagros, e “LUGAR DA CHUVA”, do Frêmito Teatro. Na direção teatral, assina trabalhos como “Fissura Pueri”, “Inadapted” e “Being”, realizados em Bruxelas.

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