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Feira do Artesão de Parintins ganha força e consolida a economia criativa na Ilha da Magia

Com recorde de público e diversidade de linguagens, a 2ª edição do evento reuniu cerca de 60 artistas e empreendedores

Foto: Divulgação

A 2ª Feira do Artesão de Parintins, realizada nos dias 18 e 19 de abril, no Kwati Club, superou expectativas, consolidando a economia criativa na terra dos bumbás. Atraindo recorde de público, o que fez a programação ser prorrogada para mais um dia, o evento reuniu cerca de 60 artesãos, artistas e empreendedores de diferentes áreas e linguagens como biojoias, macramé, fibras naturais, costura criativa, artes visuais, fotografia e gastronomia artesanal.

Com uma programação ampla e plural, em alusão ao Dia do Artesão - 19 de abril, a feira reafirmou seu papel como vitrine da arte e do artesanato, reforçando o protagonismo destes artesãos na construção da identidade cultural e econômica da Iha Tupinabarana.

Realizada pelo Coletivo Mãos Criadoras, com liderança de Regiane Lima e pelo Kwati Club Parintins, a feira nasce de um movimento que busca incluir na agenda cultural e no calendário turístico de Parintins a realização de eventos similares em torno do Dia do Artesão. A primeira edição aconteceu ainda em 2026, na Casa da Cultura, e também foi um sucesso de público, com participação de 40 expositores.

Segundo Erika Baranda, artista e cenógrafa, a feira tem objetivo de dar visibilidade, gerar renda e valorizar o artesanato local. "A arte é o que move a economia de Parintins. Se hoje Parintins chegou aonde chegou com esse festival folclórico do tamanho que tem, é graças aos artistas, é graças a esse dom que Deus deu ao nosso povo e à nossa gente", disse.

Além da exposição e comercialização de produtos, a feira também teve a participação inédita do Fashion Revolution, com a exposição “Retalhos da Cultura”, trazendo reflexões sobre moda consciente e o seu papel na justiça climática. A iniciativa Fashion Revolution, liderada localmente por Regiane Lima, faz parte de um movimento global que busca conscientizar sobre a cadeia produtiva da moda com caráter educativo.

Arte que nasce na veia

A artesã e estilista parintinense Ivana Costa foi uma das participantes da feira. Suas peças: vestidos, bolsas e acessórios feitos à mão são confeccionadas com reaproveitamento do material descartado do Festival Folclórico de Parintins. Ela é uma das pioneiroas do Retalhos da Cultura.

"Desde cedo eu me envolvo com trabalhos manuais, desenvolvendo minhas habilidades de forma prática e intuitiva. Eu fui influenciada pelo ambiente cultural de Parintins e o contato com esse mundo de artesanato e costura. Sou neta e filha de costureira, meu avô paterno era artista plástico, então eu já nasci nesse mundo. O espaço da feira é fundamental para dar visibilidade à nossa produção local, fortalece a nossa economia criativa e nos conecta, artesãos, com o público. Nossas peças não estavam à venda, só para exposição, mas foi super legal apresentar meu trabalho ao público, atrair clientes e dar visibilidade ao meu trabalho", explicou Ivana Costa.

Parceria e apoio

O evento contou com o apoio de diversos parceiros, entre eles: Sebrae Amazonas, Fashion Revolution, Sicredi, Projeto Retalhos da Cultura, Estúdio Buriti, coletivos de fotografia e artes visuais, além de parceiros locais como Teresa Almeida Doces Artesanais, Natu-gut e Gráfica Clark.

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