Manaus teve mais uma manhã de fumaça intensa nesta quarta-feira (9). Pelo segundo dia consecutivo, uma camada de poluentes encobriu parte da capital, acompanhada de cheiro forte relatado por moradores.
O monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) mostrou que a concentração de partículas finas (PM2,5) atingiu níveis considerados “péssimos” em diferentes pontos da cidade. Por volta das 6h, algumas estações registravam índices de 116,5 µg/m³, 115,9 µg/m³, 111,3 µg/m³, 107,9 µg/m³ e 98,8 µg/m³.
A fumaça também reduziu a visibilidade em algumas áreas e deixou o horizonte encoberto durante as primeiras horas do dia. Em outras estações, a qualidade do ar aparecia nas categorias “muito ruim”, “ruim” e “moderado”.
Os dados do Selva indicam uma variação na concentração de poluentes conforme a região de Manaus. O sistema, no entanto, ressalta que os sensores utilizados para medir o material particulado são de baixo custo e que os resultados devem ser considerados como indicativos das condições locais.
A situação ocorre em meio a um período de forte atividade de queimadas na região. A mudança na direção dos ventos favoreceu, nos últimos dias, o deslocamento de plumas de fumaça de áreas do Sul do Amazonas, Sul de Rondônia e Norte de Mato Grosso em direção à capital.
Focos de calor
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam 1.167 focos de calor no Amazonas entre 1º e 7 de setembro, o maior número registrado entre os estados brasileiros no período.
A combinação entre queimadas, estiagem e condições de vento pode favorecer a permanência da fumaça sobre Manaus enquanto não houver mudança no padrão atmosférico ou ocorrência de chuvas capazes de dispersar os poluentes.