Um funcionário identificado como Rafael Santos Souza, de 44 anos, conhecido como “Cajuzinho”, foi morto a facadas na manhã desta quarta-feira (24/06), no Residencial Conjunto Tocantins, localizado na Avenida Constantino Nery, bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus. O suspeito do crime é o morador Eduardo Henrique Nobre Klem, de 45 anos, que aparece em um vídeo armado com uma faca. As informações são do portal Toda Hora.
Segundo apurações iniciais, o crime ocorreu por volta das 9h30, no Bloco 14C do residencial, após uma discussão entre os dois homens, que já acumulavam desentendimentos anteriores. Nas imagens, é possível ver o momento em que a discussão se intensifica e Eduardo desfere golpes de faca contra Rafael.
A vítima, que trabalhava há dois anos na equipe de manutenção do condomínio, foi atingida por pelo menos duas facadas. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e realizaram manobras de reanimação no local, mas Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser encaminhado a uma unidade hospitalar.
Histórico de violência
Moradores relataram que Rafael era querido pelos residentes. Já Eduardo era apontado como uma pessoa de comportamento agressivo e frequentemente envolvida em conflitos dentro do residencial.
De acordo com relatos da síndica do residencial, mais de 30 boletins de ocorrência já teriam sido registrados contra o suspeito ao longo dos anos. Testemunhas afirmam que ele costumava impedir o acesso de moradores e funcionários ao bloco onde residia, além de protagonizar constantes discussões e ameaças.
Ainda conforme relatos dos moradores, familiares e o próprio suspeito alegavam que Eduardo enfrentava transtornos mentais. Apesar disso, os conflitos recorrentes já eram de conhecimento da administração do condomínio e dos órgãos de segurança.
Fuga
Após o crime, Eduardo fugiu para uma área de mata próxima ao conjunto habitacional. Equipes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) realizam buscas na região mas até o momento, o suspeito não foi localizado.
O corpo de Rafael foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), enquanto a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do homicídio, a motivação do ataque e o histórico de conflitos envolvendo o agressor e a vítima.