Meirilany Silva da Silva, de 21 anos, foi presa preventivamente, na noite desta segunda-feira (27), após se apresentar no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A medida foi após o Tribunal de Justiça do Amazonas revogar a prisão domiciliar concedida à suspeita e determinou o retorno dela ao regime fechado.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Meirilany passará por audiência de custódia e, depois, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) nesta terça-feira (28).
Meirilany havia sido presa em flagrante durante operação contra o tráfico de drogas que resultou na morte do investigador da PC-AM Luciano Carvalho de Sena. Na audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, mas a Justiça autorizou que ela cumprisse a medida em prisão domiciliar em razão de estar grávida.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu contra a prisão domiciliar e argumentou que, embora a legislação permita a substituição da prisão preventiva por domiciliar para gestantes, a medida pode ser negada em casos de maior gravidade, como aqueles relacionados a organizações criminosas.
O recurso foi analisado pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, que determinou no domingo (26) o restabelecimento da prisão preventiva.
Ao avaliar o caso, o magistrado considerou a gravidade dos crimes investigados e destacou que eles ocorreram no contexto da ação policial que terminou na morte do investigador.
"A ação delituosa praticada pela recorrida analisada em conjunto com a conduta dos demais integrantes da associação criminosa, além de desprezo pela autoridade estatal, reveste-se de violência e gravidade concreta de modo a obstar a aplicação do benefício legal em destaque", pontuou o magistrado.
Segundo as investigações, Meirilany seria responsável pela guarda e pela logística de quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de integrar uma estrutura ligada a uma facção criminosa.