Manaus recebe neste domingo, 6 de setembro, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. A mobilização será realizada das 8h às 17h, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), e reunirá movimentos sociais, pastorais, sindicatos, coletivos e organizações populares.
Neste ano, o Grito tem como tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!” e adota o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A mobilização ocorre em diferentes cidades brasileiras entre os dias 1º e 12 de setembro, com a maior concentração de atos no feriado da Independência.
Em Manaus, a programação começa às 8h, com acolhida dos participantes. Às 9h, está prevista uma coletiva de imprensa e a abertura da Feira da Economia Popular, que terá artesanato, comidas, produtos regionais e espaços para apresentação das atividades desenvolvidas por movimentos, pastorais e organizações.
A partir das 10h, serão realizadas tendas temáticas dedicadas a quatro eixos: moradia e direito à cidade; mulheres e seus direitos; meio ambiente e defesa da “Casa Comum”; e lutadores e lutadoras do povo.
À tarde, a programação será retomada às 13h30, com atividades culturais e manifestações populares. Uma Missa Amazônica está prevista para as 15h. Às 16h, os participantes deixarão o INPA em caminhada até a Bola do Coroado, onde ocorrerá o ato de encerramento, às 17h.
A organização informou que o acesso ao INPA para os participantes será feito exclusivamente pela entrada da Avenida Rodrigo Otávio. O aviso foi divulgado nas redes sociais do Grito dos Excluídos no Amazonas para evitar dificuldades de acesso ao evento.
Pautas nacionais
Além das reivindicações locais, a edição de 2026 incorpora uma agenda nacional que inclui moradia digna, reforma agrária, defesa da educação pública e do Sistema Único de Saúde (SUS), combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres, além do enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia.
O fim da escala de trabalho 6x1 também aparece entre as reivindicações nacionais da mobilização deste ano.
A defesa da soberania nacional ganhou espaço entre as pautas da 32ª edição. Segundo a organização nacional, o movimento pretende discutir democracia, autonomia política e econômica e resistência a formas de pressão externa sobre o país.

Mais de três décadas de mobilização
Criado em 1995, o Grito dos Excluídos e Excluídas é realizado tradicionalmente durante a Semana da Pátria e utiliza o 7 de Setembro para colocar em evidência reivindicações sociais paralelamente às celebrações oficiais da Independência. A mobilização chega à 32ª edição em 2026.
No Amazonas, o movimento tem histórico de participação de pastorais sociais, organizações religiosas, sindicatos e movimentos populares. Em edições anteriores, o Grito em Manaus já abordou temas como fome, saúde, moradia, violência, proteção de crianças e adolescentes e defesa da Amazônia.
Antes do ato principal deste ano, haverá ainda neste domingo, 6, o “Gritinho Amisrolt 2026”, com o tema “Criança feliz, moradia digna”. A concentração está marcada para as 7h, na Comunidade São Martinho, seguida de caminhada até a Comunidade Nossa Senhora da Luz.
Para quem pretende participar do ato principal, o serviço é: domingo (7), das 8h às 17h, no INPA, com entrada somente pela Avenida Rodrigo Otávio. A caminhada para a Bola do Coroado começa às 16h.