A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), deflagrou, na quarta-feira (15/04), uma operação policial que resultou na prisão de um homem, de 47 anos, investigado por simular a própria morte com o objetivo de aplicar um golpe em uma seguradora e receber cerca de meio milhão de reais. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (16/04).
De acordo com o delegado John Castilho, as investigações tiveram início após informações repassadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), que recebeu da seguradora a comunicação de inconsistências nos documentos apresentados pelo autor e por sua esposa, de 41 anos, que também é investigada por participação no crime.
“Eles contrataram um seguro de vida e, cerca de um mês depois, solicitaram o pagamento no valor de meio milhão de reais. À instituição, foi apresentada uma certidão de óbito registrada em novembro de 2025, na qual a suposta causa da morte dele seria problemas pulmonares”, relatou o delegado.
Conforme John Castilho, além da fraude envolvendo o seguro, foram identificados outros crimes, incluindo a posse de diversos documentos falsos, como identidades, carimbos médicos e atestados adulterados, além da utilização de seis Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs).
“Durante esse período em Manacapuru, eles também tentaram obter benefício de aposentadoria junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por meio de um laudo médico falso na área de ortopedia, além de atestados com assinatura falsificada de um médico do hospital da cidade, que comprovadamente nunca autorizou o uso de sua assinatura”, informou o delegado.
Com base nos fatos, foi representada pelas prisões preventivas do casal, sendo deferida apenas a prisão do homem e aplicadas medidas cautelares à mulher, sob o argumento de que o crime não envolveu violência ou grave ameaça.
O homem foi localizado escondido em uma residência no bairro Lago Azul, zona norte de Manaus, onde foi dado cumprimento à ordem judicial.
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis desdobramentos do caso e a participação de outras pessoas na falsificação dos documentos utilizados.
O suspeito responderá pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e falsidade material de atestado ou certidão. Ele passará por audiência de custódia e ficará à disposição do Poder Judiciário.