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Irmão de Melqui Galvão é afastado do cargo após facilitar entrada de celular em cela

A Polícia Civil identificou indícios de que o policial Enoque Galvão facilitou a entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde o irmão estava preso

Caso Melqui Galvão ganhou os noticiários nacionais após prisão em Manaus

O policial civil Enoque Galvão, irmão do lutador e professor de jiu-jitsu Melqui Galvão, foi afastado das funções operacionais após a Polícia Civil do Amazonas identificar indícios de que ele facilitou a entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde o irmão estava preso, em Manaus. A situação foi constatada durante a investigação sobre a entrada de um celular na cela onde Melqui ficou detido. As informações são do G1 Amazonas.

De acordo com o site, a informação foi divulgada pela corporação por meio de nota oficial. A data do afastamento não foi divulgada. Segundo a PC-AM, a apuração começou após a instituição tomar conhecimento de que Melqui Galvão teria realizado uma videochamada de dentro da unidade prisional.

De acordo com a polícia, foram realizadas inspeções internas no dia 2 de maio e, posteriormente, uma vistoria acompanhada pelo Ministério Público no dia 4 deste mês.

“Após as verificações preliminares, foram identificados indícios de participação de um servidor, Enoque Galvão (irmão do custodiado), relacionados à facilitação do ingresso de terceiro não autorizado na unidade”, informou a corporação.

Ainda conforme a nota, Enoque responderá a procedimentos administrativos disciplinares na Corregedoria-Geral da PC-AM.

Entenda o caso
As investigações apontam que o caso começou a ser apurado após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima mora atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades junto com familiares.

A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) reuniu relatos de ao menos três vítimas. Conforme a polícia, os denunciantes entregaram uma gravação em que o investigado admitiria indiretamente os fatos e tentaria impedir que o caso fosse levado adiante mediante promessa de compensação financeira.

Durante a investigação, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. Em um dos relatos, a vítima afirmou ter 12 anos à época dos fatos.

De acordo com a polícia, Melqui havia viajado para o Amazonas menos de 24 horas antes da prisão. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve o mandado cumprido.

Além da prisão temporária, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em Jundiaí, no interior de São Paulo.

A PC-AM informou ainda que as investigações relacionadas ao caso continuam em Manaus, com depoimentos presenciais e virtuais para apurar possíveis crimes.

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