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Justiça revoga prisão de policial civil suspeito de participar de roubo de ouro em Manaus

O investigador da PC-AM, Luciano de Souza Grangeiro, preso durante a Operação Piloto de Fuga, deflagrada no dia 9 de junho deste ano

Fotos: Divulgação

A Justiça Federal do Amazonas revogou, nesta terça (07/07), a prisão preventiva do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Luciano de Souza Grangeiro, preso durante a Operação Piloto de Fuga, deflagrada no dia 9 de junho deste ano. O policial é acusado de dirigir a viatura envolvida no furto de uma carga com 77 barras de ouro.

A decisão considerou que a manutenção da prisão cautelar não se justificava diante do estágio das investigações e dos elementos apresentados pela defesa. Até o momento, o documento não foi divulgado.

“No caso em tela, a demora não pode ser imputada à defesa. Ao contrário, a postura colaborativa do investigado, ao apresentar elementos probatórios que, a princípio, fragilizaram os indícios de autoria que pesavam contra si, tornou a investigação mais complexa. Contudo, a complexidade do caso, ainda que justifique uma maior dilação, não pode servir de pretexto para a manutenção sine die da custódia cautelar, que acaba por se transmudar em inaceitável antecipação de pena”, diz um trecho da decisão proferida pelo juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso, da 2ª Vara Federal.

Desde a prisão, a defesa sustentava que o investigador não participou do crime e que havia provas de que ele estaria em sua residência no momento dos fatos. Segundo os advogados, imagens e outros elementos apontam que Luciano saiu de casa apenas para buscar os filhos em uma academia localizada nas proximidades de sua residência.

A defesa também afirmou que, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, nenhum material foi encontrado que indicasse participação do policial na investigação.

De acordo com a defesa do investigador, um homem - apontado como um policial militar - se identificou como o verdadeiro motorista do veículo e compareceu à Justiça. Esse homem afirmou ser quem conduzia o veículo no dia dos fatos e declarou que Luciano não teve participação no crime.

Apesar da decisão favorável de responder ao processo em liberdade, Luciano continua formalmente integrado ao inquérito. A revogação da prisão preventiva não encerra o caso, nem representa um julgamento definitivo sobre sua responsabilidade.

Relembre o caso
Luciano foi preso durante a Operação “Piloto de Fuga”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público do Amazonas. Ele era o principal alvo da investigação, que apura um suposto esquema milionário de desvio de ouro em Manaus.

Investigador da Polícia Civil, lotado no 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP), Luciano foi preso em sua residência, no condomínio Quinta das Laranjeiras, no bairro Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul da capital. Além do mandado de prisão, a operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em imóveis ligados ao policial e um nas dependências do próprio 1º DIP.

As investigações são um desdobramento do caso envolvendo a maior apreensão de ouro da história do Amazonas. Em outubro de 2025, as autoridades interceptaram 77 barras de ouro de origem ilegal, avaliadas em cerca de R$ 45 milhões.

Segundo a PF, Luciano é investigado por suspeita de ter atuado como facilitador no desvio da carga. Com a revogação da prisão preventiva, o investigador responderá às investigações em liberdade, permanecendo o inquérito em andamento para apurar sua eventual participação no caso.

Saiba mais:

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