Como medir a produção científica? Quais informações podem ser obtidas a partir da análise de artigos, citações, pesquisadores e instituições? E de que maneira esses dados podem ajudar a compreender a ciência produzida na Amazônia? Essas questões fazem parte do evento “Estudos Métricos da Informação: Perspectivas de Uso e Aplicações”, que será realizado em Manaus no dia 17 de setembro.
O encontro ocorre das 9h às 12h, no Auditório Rio Alalaú, da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bairro Coroado. A programação tem como palestrante Mateus Rebouças, professor da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), gerente da Editora Universitária da instituição e integrante do Grupo de Pesquisa Gestão da Informação e do Conhecimento na Amazônia (Gica).
Mateus é doutor e mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina e tem experiência em estudos métricos da informação, incluindo bibliometria, cientometria, avaliação da Capes, visibilidade da produção científica e questões relacionadas à região amazônica.
Nesse contexto, medir a ciência não significa apenas contar artigos ou citações. Os indicadores podem ajudar a identificar como determinado conhecimento circula, quais temas recebem maior atenção e onde existem lacunas que ainda precisam ser investigadas.
A discussão também se relaciona ao desafio de transformar produção científica em informação capaz de orientar decisões. Para Célia Regina Simonetti Barbalho, pesquisadora da Ufam e líder do GICA, o desafio está em fazer com que os dados produzidos pela ciência sejam compreendidos e utilizados por quem toma decisões.
“Os dados científicos precisam ser traduzidos em indicadores acessíveis, capazes de orientar políticas e gerar soluções concretas para a Amazônia.”
Essa conexão é especialmente relevante quando o foco está na Amazônia. Conhecer o volume e as características da produção científica sobre a região pode ajudar a identificar temas mais pesquisados, áreas que apresentam menor produção e redes de colaboração entre instituições e pesquisadores.
Mateus Rebouças também desenvolve pesquisas relacionadas à visibilidade da produção científica e às questões aplicadas à região amazônica. A experiência nessa área será o ponto de partida para a apresentação “Estudos métricos da informação: perspectivas de uso e aplicações”, prevista para as 9h10.
A realização do evento um dia após o encontro sobre dados abertos cria, portanto, uma sequência temática: primeiro, discutir como organizar e integrar dados científicos; depois, analisar o que esses dados podem revelar sobre a produção e a circulação do conhecimento.
O evento será realizado no dia 17 de setembro, no Auditório Rio Alalaú da Faculdade de Educação da Ufam, na Avenida Rodrigo Otávio, bairro Coroado, em Manaus.