Um manifesto de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu 128 assinaturas de pessoas que trabalham ou estagiam na Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). O documento, intitulado “Manifestação de apoio à Democracia”, defende a continuidade do governo Lula e questiona o compromisso de seu adversário, Flávio Bolsonaro, com a defesa dos direitos humanos, das minorias e da diversidade.
A mobilização ganhou força na reta final do segundo turno das eleições presidenciais. Os signatários afirmam que a decisão de apoiar Lula está diretamente relacionada aos princípios que orientam a atuação da Defensoria Pública, instituição responsável por garantir assistência jurídica gratuita, especialmente à população mais vulnerável.
“Ao estudar para ingressar e atuar em cargos de um órgão como a Defensoria Pública, aprendemos a importância da defesa do Estado Democrático de Direito, dos Direitos Humanos, do respeito e proteção das minorias, do respeito à diversidade de pensamentos”, afirma o manifesto.
Na sequência, o documento faz uma crítica ao programa de governo do adversário de Lula: “Esses itens não foram identificados no plano de governo apresentado pelo outro candidato”.
Defesa dos serviços públicos
Outro ponto destacado pelos signatários é a importância do fortalecimento dos serviços públicos como instrumento de garantia dos direitos constitucionais.
O grupo defende uma gestão comprometida com a soberania nacional, a inclusão social, a igualdade e a proteção dos direitos fundamentais, especialmente daqueles que dependem da assistência do Estado.
No documento, os participantes citam compromissos do plano de governo de Lula, entre eles o aprimoramento contínuo dos serviços públicos, a defesa da soberania brasileira e o respeito aos princípios constitucionais que orientam a política externa do país.
Para os signatários, essas propostas estão mais alinhadas aos valores que orientam sua atuação profissional.
Apoio é pessoal, não institucional
Embora reúna 128 assinaturas de pessoas vinculadas à Defensoria Pública do Amazonas, o manifesto deixa claro que o posicionamento não representa uma manifestação oficial da instituição.
“Esta manifestação reflete a opinião pessoal das pessoas signatárias e não representa posição institucional do órgão onde atuamos ou de outras organizações das quais fazemos parte”, esclarece o documento.
A iniciativa expressa o posicionamento político dos participantes em uma disputa presidencial marcada por divergências sobre o papel do Estado, a proteção dos direitos fundamentais e os rumos das políticas públicas no Brasil.