Realizar, nos primeiros 100 dias de gestão, uma auditoria independente— com foco especial nas dívidas— e acabar com a crônica falta de transparência, publicando semestralmente as receitas e despesas. Estas foram algumas das propostas do candidato da chapa 1, Renovação e Tradição, Márcio Azêdo. Esse debate entre os candidatos à presidência do Bumbá foi realizado na tarde desta quarta-feira pela Rádio Difusora do Amazonas, em Manaus.
O debate Márcio Azêdo debateu com o candidato da chapa 2, Diego Mascarenhas. O candidato da chapa 3, Carmona Oliveira, não participou, pois sua candidatura está sub judice e fora do pleito a ser realizado no dia 13 de setembro.
Tendo como candidato a vice-presidente, o juiz aposentado Afrânio Gonçalves, Márcio Azêdo afirmou que pretende mudar a forma de contratação dos artistas. Segundo ele, há uma distorção salarial dentro dos galpões, a qual resulta da subcontratação de mão de obra.
Isso ocorre porque é o artista contratado quem paga seus auxiliares. Se o artista precisar de mais de mão de obra, terá o valor do seu contrato reduzido. “Tem artista que recebe cinco mil reais e de lá tem que pagar seu ajudante ou então tem que se virar dia e noite para entregar seu material; trabalha exaustivamente e ainda conta com a família dia e noite” assinalou Márcio.
No segmento artístico do Boi, Márcio defendeu a tese de seu slogan “Renovação e Tradição”, tomando como exemplo a parte musical ao pregar que os atuais compositores devem dialogar com a velha guarda.
“O nosso repertório é bom, mas o artista, compositor atual, tem que estar dialogando com a turma da tradição. Renovar é reconhecer sem ruptura. Fazer com que a tradição volte de forma nova. Não é voltar aos tempos das lamparinase das fogueiras”, afirmou.
Márcio, além de apresentar propostas para diversos segmentos do boi, ele criou constrangimentos ao adversário, ao assinalar o apoio recebido do atual presidente, Rossy Amoedo, que no ano passado o afastou, conforme admitiu o próprio Diego.
O afastamento ocorreu porque informações sobre a escolha dos jurados vazaram, favorecendo o Garantido, que se tornou campeão em 2025, ano em que o Caprichoso buscava o tão sonhado tetra.
Outro momento constrangedor para o candidato da chapa 2 ocorreu quando Márcio Azêdo citou a escolha do vice, que ingressou com uma ação cobrando R$ 1 milhão por supostos direitos trabalhistas e, depois, passou a atuar no boi contrário.
O debate também foi transmitido pelo aplicativo da Rádio Difusora e pelo canal da emissora no YouTube. Essa iniciativa ampliou o alcance da discussão e permitiu que os sócios e torcedores acompanhassem os diferentes posicionamentos apresentados pelos candidatos.
A participação de Márcio Azêdo reforça o compromisso da Chapa 1, Renovação e Tradição, com o diálogo, a transparência e a defesa de um Caprichoso que valorize sua história, seus sócios e todos aqueles que ajudaram a construir a grandeza do Bumbá.