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Nova ponte sobre o rio Autaz Mirim passa por teste final de carga e será aberta no dia 27 de abril

Teste com 12 caçambas carregadas avalia resistência da estrutura e é etapa final antes da liberação da ponte para o tráfego na BR-319

Resultado desse teste é essencial para que a obra obtenha a certificação e seja liberada para o trânsito - Foto: Divulgação

Sob um tempo fechado, ameaçando chuva – que não chegou a cair –, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) acompanhou o teste de carga da nova ponte sobre o rio Autaz Mirim, localizada no km 24,60 da BR-319/AM, que aconteceu às 15 horas desta quinta-feira, 23/04, diante de autoridades do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do peso pesado da imprensa de Manaus.

Antes do teste, Braga concedeu uma entrevista à imprensa dizendo que o sentimento é de dever cumprido, “nossa obrigação como senador da República, juntamente com a bancada do meu Estado”.

— Mas o sentimento é de dever cumprido, afinal, outros poderiam ter feito, mas não fizeram. E, se não fizeram, é porque ou não sabiam ou não quiseram fazer. Mas o fato é que a ponte está aqui, está pronta, bonita, enfrentamos os desafios, o teste de carga aconteceu, o concreto está curado e nós vamos agora, no dia 27, entregar o trânsito às carretas, numa demonstração do compromisso do Ministério dos Transportes.

Eduardo fez questão de agradecer ao ministro Renan Filho, dos Transportes, que foi fundamental para que o Amazonas pudesse vencer essa etapa. Ele também agradeceu a toda a diretoria do Departamento, ao corpo técnico e a seus funcionários, incluindo a Superintendência local, seus técnicos e trabalhadores.

— Estamos devendo uma churrascada aos trabalhadores da ponte, que trabalharam em dias de sábados, domingos e feriados. Chegaram a trabalhar no domingo de Páscoa. Isso tudo num esforço para cumprir o compromisso de entregar uma obra tão importante, tão necessária, tão desejada, o mais rápido possível –, disse o senador.

Braga observou que “o mais rápido possível” não quer dizer abrir mão da segurança e não pode abrir mão da certeza do dever cumprido de forma tecnicamente correta e perfeita.

O senador deixou para o final da entrevista o agradecimento ao presidente Lula, porque foi muito importante o apoio político, na sua firme decisão de dizer não: “precisamos reconstruir, precisamos fazer, precisamos avançar”.

— E não desistir diante das intempéries, diante, muitas vezes, das críticas infundadas, e chegarmos ao dia de hoje. Esperamos que, no dia 11 de maio, a gente tenha um dia lindo de sol para que a gente possa fazer uma grande festa de inauguração. Mas o trânsito já vai estar passando pela ponte desde o dia 27.

Entenda como foi feito o teste que garante a segurança na nova ponte sobre o rio Autaz Mirim, na BR-319

Uma caravana de 12 caçambas, em fila dupla, carregadas com 35 toneladas de areia molhada, começou a se movimentar pela nova ponte sobre o rio Autaz Mirim por volta das 15h20. Era o início do teste de carga, exigência técnica necessária para a liberação da ponte para o trânsito.

Com um sorriso que ia de ponta a ponta da orelha, o senador Eduardo Braga caminhou para a faixa do meio do asfalto novinho, ergueu os braços e saudou a fila das caçambas se movimentando lentamente.

— Senhores, vai começar o teste de carga! –, disse o senador.

Enquanto os pesados veículos avançavam lentamente, Eduardo, com o suporte técnico do superintendente do DNIT, Orlando Fanaia, explicou aos jornalistas que, na prática, o teste de carga em uma ponte (prova de carga) consiste em colocar cargas pesadas e controladas (geralmente caminhões carregados) em posições específicas da ponte para medir como ela se comporta e garantir que não sofra deformações excessivas.

O resultado desse teste é essencial para que a obra obtenha a certificação e seja liberada para o trânsito. Geralmente, o teste é feito com caminhões caçamba carregados com areia ou blocos de concreto, posicionados na ponte para simular um tráfego intenso.

Edurdo Braga passa sobre a ponte

As medições, para verificar se não há desgaste ou falhas que possam acarretar qualquer tipo de risco, são obtidas por meio de sensores eletrônicos (extensômetros) instalados sob a ponte, que medem a deflexão (o quanto ela “baixa” com o peso) e a rigidez da estrutura.

O teste de carga é necessário para a garantia de segurança, isto é, verifica se a ponte aguenta cargas de tráfego, como carretas com mais de 30 toneladas por eixo.

O certo é que, quando a caravana de caçambas pesadas passou pela ponte, muito jornalista sentiu a estrutura balançar, o que é perfeitamente normal.

Feito o teste de carga, agora é só esperar o laudo final que autoriza a abertura para veículos, garantindo que não haverá desabamentos.

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