Buscando ampliar o acesso a um tratamento mais curto e eficaz, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participou nesta quarta-feira (22/04) da implantação da Tafenoquina Pediátrica para cura radical da malária vivax.
O evento ocorreu na sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Manaus realizada em parceria com o Ministério da Saúde, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e de instituições parceiras.
A diretora-presidente da FVS-RCP destaca o compromisso da instituição referente a eliminação da malária até 2035. “Em áreas de difícil acesso, o monitoramento e a conclusão do tratamento representam desafios importantes. Quando conseguimos reduzir o tempo de tratamento, aumentamos significativamente a adesão dos pacientes e, se isso já faz diferença em contextos urbanos, torna-se ainda mais relevante nessas regiões”, afirma.
De acordo com o coordenador geral de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Alexander Vargas, a ampliação do uso da tafenoquina representa um avanço estratégico na política nacional de controle da doença. “A incorporação de novas tecnologias fortalece as ações de vigilância e contribui diretamente para a redução dos casos, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade”, destaca.
O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, ressalta que a experiência inicial com a tafenoquina trouxe aprendizados importantes para a implementação da estratégia. “Quando implantamos a tafenoquina para adultos, há algum tempo, fizemos uma avaliação posterior dos resultados e identificamos um cenário desafiador. Apesar disso, a tafenoquina representa a mais recente inovação disponível para o controle da malária”, afirma.
A programação inclui orientações, treinamento para testagem de G6PD e algoritmo de tratamento da malária para os profissionais de saúde, além de atividades práticas.
Para a gerente de Malária e Hemoparasitos da FVS-RCP, Myrna Barata, a atuação em campo é fundamental no atual cenário epidemiológico.
“Precisamos incentivar cada vez mais o uso da tafenoquina, especialmente diante dos desafios no tratamento da malária em crianças. A baixa adesão ao tratamento nessa faixa etária ainda é um problema que acaba contribuindo para a manutenção da cadeia de transmissão da doença. Por isso, é fundamental ampliar o uso da tafenoquina de forma segura, como estratégia para fortalecer o controle da malária”, destaca.
A malária é transmitida pela picada de mosquitos infectados do gênero Anopheles e segue como um importante desafio de saúde pública na região amazônica. A adoção de novas estratégias terapêuticas, aliada ao fortalecimento das ações de vigilância e assistência, é fundamental para avançar na eliminação da doença no Brasil.