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Omar vai acionar órgãos de controle contra compras de colchões e redes feitas pelo Governo Cidade

O senador anunciou que vai protocolar denúncia contra o governador ao Ministério Público, à PF e ao TCE-AM por compras de quase R$ 200 milhões de duas empresas que não fornecem os itens

A empresa R M Comercio de Pecas Automotivas LTDA, de CNPJ 10.466.439/0001-68, assinou a venda de até 301.180 kits dormitório para o Governo do Amazonas - Foto: Reprodução.

O senador Omar Aziz anunciou que vai protocolar uma denúncia contra o governador tampão Roberto Cidade ao Ministério Público do Estado, à Polícia Federal e ao Tribunal de Contas do Estado. Nesta segunda-feira (24), o governo do Amazonas registrou ata de preços em mais de R$ 160 milhões para compra de colchões numa oficina mecânica e mais R$ 23 milhões numa loja de bebida.

“Um governo que não paga os profissionais de saúde, que não paga os fornecedores, está comprando quase 200 milhões de duas empresas que não fornecem isso. Essa RM Comércio de Peças, ela deu entrada numa nota fiscal para poder se credenciar nessa licitação. Fizeram um arranjo e esse arranjo vai pra Polícia Federal, vai pro Ministério Público Estadual. E espero que o Ministério Público Estadual possa investigar esse tipo de brincadeira que se faz com o povo amazonense”, denunciou Omar.

A empresa R M Comercio de Pecas Automotivas LTDA, de CNPJ 10.466.439/0001-68, assinou a venda de até 301.180 kits dormitórios (colchão e travesseiro) da marca Pelmex ao preço de R$ 534 cada um, totalizando o valor de R$ 160,8 milhões. Numa pesquisa da internet, os preços do colchão podem ser encontrados a partir de R$ 250.

Já a empresa Comércio de Alimentos e Bebidas Rio Madeira Ltda, de CNPJ 06.967.150/0001-55, assinou a venda de até 300.410 redes de dormir, ao preço de R$ 78 cada uma, totalizando o valor de R$ 23, 4 milhões. Na internet, redes de algodão podem ser encontradas a partir de R$ 25.

“Esse dinheiro era para pagar a merenda escolar que não chega para os alunos. Esse dinheiro era para pagar os médicos, os enfermeiros, os auxiliares de enfermagem... Infelizmente a gente tem que fazer essa denúncia porque isso aqui não vai chegar até as pessoas que mais precisam”, ressaltou Omar.

As duas atas foram assinadas pela vice-presidente do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), Andrea Lasmar.

“Vou encaminhar isso através dos meus advogados ao Tribunal de Contas do Estado, ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, a Polícia Federal, para que investigue essas duas atas de preços que foram homologadas hoje pelo vice-presidente da Comissão de Licitação. O presidente não teve nem coragem de homologar isso”, destacou Omar.

“E eu espero que os órgãos responsáveis desse Estado possam fiscalizar e o Tribunal de Contos mandar suspender imediatamente essa ata. Isso aqui é lesar o bolso do contribuinte e da população do meu Estado”, finalizou Omar.

Confira as atas de registro de preços:

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