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Operação apreende 1 tonelada de drogas em condomínio de luxo; cinco suspeitos são presos

Investigação desarticulou parte de uma organização criminosa que armazenava drogas em imóvel de alto padrão; a operação terminou com a morte de um investigador do Denarc

Material apreendido - Foto: Divulgação

Quase uma tonelada de drogas, armas, munições, veículos, dinheiro e outros bens foram apreendidos durante uma operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) que desarticulou parte de uma organização criminosa responsável pelo transporte, armazenamento e distribuição de entorpecentes em Manaus. O balanço da investigação, que durou cerca de três meses, foi apresentado nesta segunda-feira (27/7) pela corporação.

Ao todo, cinco pessoas foram presas e um suspeito morreu em confronto com policiais após ser apontado como o autor do disparo que matou o investigador Luciano Carvalho de Sena, do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).

Segundo a Polícia Civil, a organização recebia grandes carregamentos de drogas vindos da região de fronteira por rotas fluviais e mantinha uma estrutura logística para armazenar e distribuir os entorpecentes. Parte da carga abastecia o mercado em Manaus, enquanto outra seguia para outros estados e até para o exterior.

O principal depósito funcionava em uma residência no condomínio Quinta das Marinas, onde foram encontrados cerca de 840 quilos de drogas. Outros 160 quilos já haviam sido apreendidos durante uma entrega monitorada pelos investigadores, totalizando aproximadamente uma tonelada de entorpecentes.

De acordo com o delegado-geral Bruno Fraga, o imóvel de alto padrão era utilizado para dificultar a ação policial. "Todo esse entorpecente estava dentro dessa casa. Havia brinquedos, bicicletas e carrinhos, porque uma criança convivia naquele ambiente", afirmou.

Além das drogas, a operação resultou na apreensão de cerca de R$ 160 mil em espécie, dois veículos, armas, munições, joias, celulares e documentos. A investigação aponta que os investigados ostentavam patrimônio incompatível com a renda declarada, supostamente adquirido com recursos do tráfico de drogas.

Cabo da PM é investigado

Entre os investigados está um cabo da Polícia Militar suspeito de integrar a organização criminosa. Conforme o diretor do Denarc, Rodrigo Torres, o militar utilizava a farda para dar aparência de legalidade às ações do grupo e teria feito escolta armada durante o transporte das drogas.

As investigações também apontam que o veículo atribuído ao policial foi identificado acompanhando o principal traficante durante o deslocamento dos carregamentos.

Investigação continua

Durante a operação, realizada na última sexta-feira (24/7), o investigador Luciano Carvalho de Sena foi baleado no pescoço durante uma abordagem e morreu após ser socorrido. A Polícia Civil atribui o disparo a Rafael Pereira Freitas, localizado posteriormente em uma propriedade na zona rural de Itacoatiara.

Segundo a corporação, Rafael reagiu à abordagem das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), houve troca de tiros e ele morreu após ser levado ao hospital do município.

A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, homicídio e adulteração de veículos.

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